Diego Alves (Foto: Divulgação)

Diego Alves durante jogo-treino realizado no Ninho do Urubu  (Foto: Divulgação)

Guilherme Abrahão
23/02/2018
14:25
Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo fará contra o River Plate (ARG), na quarta-feira, no Nilton Santos, seu jogo mais importante em 2018, até aqui, na estreia na Copa Libertadores. Porém, um desfalque certo é lamentado por todos no clube: a torcida. Punido pela Conmebol por dois jogos de portões fechados, por incidentes na final da Copa Sul-Americana, os rubro-negros não terão apoio neste crucial confronto.

E o fato de não contar com os torcedores foi lamentado pelo goleiro Diego Alves. Para o titular da meta rubro-negra, não será uma partida comum, sem a presença e o apoio dos flamenguistas.

- É ruim, é estranho. É uma sensação diferente. Temos que encarar porque é a realidade. Tivemos esses problemas e veio a punição. Temos que nos preparar para isso, será ruim para a gente e para o River Plate - afirmou.

Se o fato de não ter torcida é para ser lamentado, por outro lado Diego comemora seu retorno aos gramados, depois de quase três meses. E para ele, a situação está longe de ser uma das piores da sua carreira, como aconteceu nos tempos de Valencia, na Espanha.

- Tive um lesão muito pior na Espanha e fiquei oito meses parado. Voltei em um jogo que era obrigatório a ganhar. Respondi perguntas parecidas (com as atuais). A pré-temporada foi praticamente completa. Em um certo momento não podia trabalhar muito a parte superior e focamos mais na perna. Com as semanas introduzimos a parte de pegada e firmeza. Venho nesse tempo treinando. Não estou parado. Até nas férias trabalhei - contou.

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Ritmo adquirido
Ritmo de jogo depende. Se for mal contra o Fluminense vão falar que é o ritmo. Me senti muito bem contra o Madureira. Me sinto bem, me sinto 100% recuperado, Minha cabeça é meu motor, é o que guia a fazer as coisas certas na hora do jogo. Estou muito tranquilo quanto a isso. Minha parte técnica e física estão 100%.

Liderança em campo
É importante na hora do jogo. É normal com o cansaço, não ter a mesma frieza para pensar e tomar as decisões corretas. A parte de líder, tem vários jogadores aqui, é natural de cada um. Sempre tive isso.

Entrosamento
Eles já me conhecem, sabem como funciona. O treinamento é o espelho do jogo. No jogo não dá para conversar tanto, mas como é um costume que tenho faz tempo, nos treinos vamos conversando e ganhando a confiança. Os jogadores são bem tranquilos em relação a isso. Não existe um time com um líder só. O Flamengo tem vários jogadores para isso.