Flamengo se reapresentou nesta quarta (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Flamengo se reapresentou nesta quarta (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

João Matheus Ferreira
07/01/2016
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Ao mesmo tempo em que busca contratações para reforçar o elenco, o Flamengo investe pesado em busca de uma nova filosofia para o departamento médico do clube. Partindo desse princípio, a diretoria criou o Centro de Excelência da Saúde e da Performance, nome que ainda não foi "oficialmente batizado". O objetivo é transformar e modernizar o trabalho da comissão técnica para que haja uma prevenção maior nas lesões dos atletas em 2016.

Nas últimas semanas, diversos equipamentos de última geração foram comprados para a análise e estudo da performance de cada jogador. Além disso, o Flamengo fechou parceria com a EXOS, empresa de excelência no setor, que vai prestar consultoria ao clube nesta temporada. Um profissional deve chegar ao Rio nas próximas semanas para acompanhar todo o trabalho da comissão técnica. A empresa trabalhou com a Alemanha durante a Copa do Mundo 2014 e tem parceria com clubes da NBA e NFL, nos Estados Unidos. No mercado nacional, estreou com o Atlético-PR, na temporada passada.

No primeiro dia de treino em 2016, quarta-feira, deu para perceber algumas mudanças que já fazem parte deste centro de excelência. O trabalho é conduzido pelos três novos fisiologistas do clube: o coordenador científico Daniel Gonçalves, o treinador de força Alex Souto Maior e Felipe Olive. Na atividade de quarta, Alex Souto Maior levou um computador e uma câmera ao gramado para analisar o exercício físico de parte do elenco - cerca de oito atletas. Enquanto os jogadores corriam, um programa no computador apontava a intensidade e a frequência cardíaca de cada um deles. Como o trabalho é individualizado, o elenco foi dividido em quatro grupos distintos nesses dois primeiros dia de treinamentos, ainda na Gávea. Na parte interna, fizeram testes neuromusculares e respiratórios já com equipamentos novos.

Flamengo se reapresentou nesta quarta (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Alex Souto Maior ficou no gramado (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

A expectativa é que o trabalho fique ainda mais completo quando a área destinada ao centro científico no Ninho do Urubu ficar pronta. Segundo o LANCE! apurou, o centro de treinamento terá um complexo com sala de musculação com equipamentos de última geração. Neste setor, as áreas de fisiologia, fisioterapia, preparação física e departamento médico estarão todas unificadas, um conceito de transdisciplinaridade adotado pela comissão. O diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano comentou sobre a nova filosofia.

- Além de qualificar o elenco, o Flamengo pretende fazer um investimento grande em tecnologia. Vamos melhorar nosso CT, algo que estamos fazendo desde o dia seguinte do fim do Brasileiro, por isso estamos na Gávea nessa reapresentação. Certamente a parte de recuperação e prevenção dos atletas passa por essa melhoria. O clube fez muito nesses dias para se qualificar melhor em nível de tecnologia e metodologia de trabalho. Por isso, esperamos que o número de lesões caia. Nossos especialistas disseram que não vamos perder em nada para os outros grandes clubes brasileiros - disse o dirigente.

Na coletiva da última terça, na Gávea, Caetano também revelou a compra do "Catapult", um GPS de última geração utilizado no Campeonato Inglês e que foi abordado em um recente simpósio na CBF com fisiologistas de todo o mundo. O equipamento é considerado o melhor do mundo para monitorar tudo o que um atleta faz em campo. Nos treinos deste ano, os atletas serão observados um profissional que ficará responsável por essa avaliação no lado de fora. O objetivo é analisar minuciosamente cada jogador para melhorar a performance em campo e prevenir possíveis lesões, um dos grandes desafios do futebol.