Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo (Foto: Igor Siqueira)

Eduardo Bandeira de Mello desistiu nesta terça-feira de chefiar a delegação da Seleção (Foto: Igor Siqueira)

RADAR/LANCE!
24/05/2016
13:08
Rio de Janeiro (RJ)

O anúncio do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, em desistir de chefiar a delegação da Seleção Brasileira nesta terça-feira é apenas mais um capítulo do atual momento de crise do clube. Afinal, a decisão anterior do mandatário, que era um dos poucos dirigentes contrários as diretrizes da CBF, já tinha causado certo desconforto.

Diante do cenário ruim que o Rubro-Negro atravessa no ano a atitude foi acertada? Bandeira preferiu tomar a decisão devido a grande pressão que sofreu não só pela decisão em aceitar o cargo de chefe de delegação, mas pelo longo período que se afastaria do Flamengo em um momento ruim?

Os editores do L! Carlos Alberto Viera e Eduardo Mansell, além do colunista João Carlos Assumpção deram suas impressões sobre o episódio.

JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO
​O presidente do Flamengo errou feio ao aceitar ser chefe da delegação brasileira na Copa América. Era uma das poucas vozes entre os dirigentes contrárias à CBF e foi triste ter aceitado a função. Com o clube carioca em crise fica ainda pior. Não tem o que fazer nos EUA, sua obrigação é resolver os problemas do clube, que não são poucos.

Recuar agora por causa da pressão e da fase do Flamengo é o mínimo que se espera dele. Mas deveria ter dito não lá no início. Assim que recebeu o convite.

CARLOS ALBERTO VIEIRA
​Não há dúvida. Sob pressão no clube, ele não poderia se ausentar durante um mês e deixar o barco pegando fogo e à deriva. Para as aparências, Bandeira não estar 100% com o pessoal da CBF é um paliativo às críticas. Mas nesse caso vejo como um band aid em fratura exposta.

O presidente do Flamengo já ficou queimado demais por ter aceitado lá atrás a função de chefe da delegação. Tanto faz ele não ir, aparecer em alguns jogos ou mudar de opinião nos próximos dias e resolver ficar com a delegação brazuca. O estrago para a sua imagem de opositor ao regime já está feito.

EDUARDO MANSELL
​Se arrependimento matasse acredito que o Bandeira estaria morto por ter aceitado o convite da CBF. Foi muito criticado, saiu com a imagem arranhada, apanhou de todos os lados e no fim.... nem vai mais chefiar a delegação. A decisão de permanecer no Brasil foi acertada.

O compromisso dele é com o Flamengo e com a sua torcida, que não anda nada satisfeita com o desempenho do time. Ele com certeza será mais útil na Gávea e no Ninho do Urubu do que fazendo figuração nos Estados Unidos, ocupando um cargo que hoje é apenas político e que em nada acrescenta. Ou alguém se lembra de cabeça quem foi o chefe da delegação do Brasil na última Copa América?

Bandeira acertou agora, depois de errar muito quando essa história toda começou.