Wallace em treino do Flamengo (Gilvan de Souza/Flamengo)

Wallace em treino do Flamengo (Gilvan de Souza/Flamengo)

Paulo Victor Reis
28/04/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Terça-feira, dois dias após a eliminação para o Vasco, no Campeonato Carioca, o diretor-executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, se dirigiu para a sala de imprensa para encarar uma série de perguntas. O dirigente teve de responder a questionamentos sobre a crise do Rubro-Negro e, especificamente, também sobre Wallace. O zagueiro fez um gol contra na eliminação para o rival e caiu, de vez, em desgraça com a torcida. 

O departamento de futebol do Flamengo não costuma ceder à pressão gerada por críticas direcionadas para alguns jogadores. No entanto, o momento é delicado e coloca à prova este estilo de gestão. Caetano saiu em defesa de Wallace e disse que não pensa em negociá-lo. A torcida, por outro lado, pressiona e pede para que o zagueiro perca, pelo menos, a braçadeira de capitão ou seja barrado. Ou seja, enquanto a diretoria preserva o defensor, os rubro-negros querem, no mínimo, uma 'punição'. 

A questão também passa por Muricy Ramalho. O treinador vive um dilema e terá de optar por manter o capitão no time, apesar das críticas, ou dar uma indicação de que está insatisfeito com o rendimento do zagueiro, seja barrando o atleta ou tirando dele a braçadeira.

- Se por ventura Muricy achar que isso tem de ocorrer (Wallace perder a braçadeira), ele o fará. As críticas devem ser construtivas. Pessoalmente, estou calejado, por isso estou aqui. Da mesma forma que o time não vai ser escalado de fora para dentro, porque aí não necessita estarmos aqui todos os dias - disse Rodrigo Caetano.