Sala de imprensa: Stade de France

Jornalistas aguardam o fim da revista na sela de imprensa. Cuidados com a segurança eram visíveis no dia de abertura da Euro-2016 (Foto: Carlos Alberto Vieira)

Carlos Alberto Vieira
10/06/2016
13:33
Paris (FRA)


Os dois principais locais de aglomeração de pessoas em Paris na abertura da Euro-2016, nesta sexta-feira, a fan fest localizada exatamente na praça onde se localiza a Torre Eiffel (onde imagina-se entre 90 e 100 mil pessoas sem ingressos para o jogo de abertura) e o Stade de France - palco de França e Romênia - estão super policiados .

Na região da Fan Fest, as ruas onde ficam as seis entradas para o evento foram bloqueadas ainda pela manhã e a partir das 20h (15h de Brasília) estarão fechadas as ruas dos dois quarteirões mais próximos.

Nenhum carro pode estacionar, nem mesmo aqueles que servem as embaixadas (são inúmeras na região, que é muito nobre). Segundo os policiais que faziam o auxílio ao trânsito, dois mil ficariam apenas na área de entrada dos torcedores.

No Stade de France o movimento de policiais era maior. Muito antes da abertura dos portões os seguranças internos já estavam a postos. Do lado de fora, cerca de 100 carros de polícia estavam estacionados próximos à Rua Jules Rimet, principal ponto de aglomeração de torcedores por causa dos bares e restaurantes e as entradas de três setores.

Por volta das 11h de Brasília, praticamente todas as ruas próximas já estavam com o trânsito interrompido, sendo que muitas empresas (a região do Stade de France é repleta de sedes de corporações) nem abriram as portas. Os carros que passavam eram parados e alguns, mesmo os de imprensa, revistados. Movimento intenso de carros apenas nas auto-estradas (duas passam bem próximas ao estádio). Curiosamente não havia revista nas saídas das estações de trens - são duas, que ficam a 200 e 400 metros do Stade de France.

O primeiro momento de tensão acabou ocorrendo dentro do estádio, em uma das salas de imprensa. Quando fizeram uma revista de rotina, os policiais observaram  algo estranho e pediram que os cerca de 50 jornalistas que estavam no local se retirassem. Eles tiveram de deixar As suas malas, mochilas e bagagens. Após minuciosa revista feita por um esquadrão anti-bomba e que durou 15 minutos, todos puderam retornar.

Cambistas discretos

Mesmo com o grande número de policiais, os cambistas apareceram nas redondezas do estádio. Eles eram bem discretos. Normalmente sentados na avenida que liga uma das estações de trem até o estádio e só conversavam com o cliente quando consultados. Normalmente faziam uma ligação telefônica e levavam o interessado a outro local. O preço variava de 200 euros (R$820) a 500 (R$ 1.080).

Muitos pareciam "cambistas de primeira viagem". Um casal tinha três ingressos e vendiam pelo preço estampado no bilhete: 195 euros. Um grupo de franceses tentavam desovar um ingresso extra também pelo preço real.

- Apenas não quero perder dinheiro - disse o francês que não quis se identificar.