Carlos Alberto Vieira
10/06/2016
09:40
Enviado especial a Paris (FRA)

Medo de atentados, muita segurança nos estádios e nas fan fests com 90 mil policiais espalhados pelas sedes, preocupação com as condições climáticas em algumas cidades, possibilidade de inúmeras greves, a primeira já neste sábado, dos pilotos da Air France, o que anda obrigando a organização a correr com um plano B para garantir o transporte das 24 seleções pelas sedes dos jogos. Com estes problemas, começa nesta sexta-feira, com a partida entre a anfitriã França e a Romênia, no Stade de France, às 17h (de Brasília) a Eurocopa-2016. Em campo, o torneio promete. árias seleções são apontadas como candidatas ao título e há craques em profusão.

O principal craque desembarcou nesta quinta-feira com a sua seleção, a última que chegou na França: Cristiano Ronaldo. Curado de uma lesão muscular que o afetou na reta final da temporada do Real Madrid, ele espera finalmente levar os portugueses ao topo de um torneio de expressão, algo que bateu na trave na Euro-2004 (vice) e na Copa-2006 (4º lugar).

Nas últimas competições, Cristiano Ronaldo sempre viveu algum tipo de problema emocional ou físico. E desde 2006 foi nítida a queda de qualidade de Portugal, dependente do astro. Mas hoje a seleção está mais equilibrada, conta com experientes e jovens (como Renato Sanches, recém-contratado pelo Bayern ao Benfica) e CR7 quase 100% e confiante.

- Passamos perto de alguns titulos, como na Euro-2004. Mas temos de pensar na frente. E o futuro da nossa seleção será positivo. Portugal ganhará uma Euro ou uma Copa - disse CR7 em entrevista publicada pelo site da Uefa.

Além do discurso patriótico de levar Portugal ao seu primeiro título, há muito em jogo para CR7. Ele pode se tornar o jogador com mais partidas de Euro (tem 14 ao lado de Casillas e o recordista é o aposentado francês Thuram, 16) e o artilheiro da fase final da Euro (está três gols atrás de Platini) sendo que já é o goleador na soma de eliminatórias e fases finais (26).

- Com ele podemos pensar muito alto - disse Francisco Jesus, um dos 200 torcedores que receberam a seleção assim que ela chegou ao complexo da Federação Francesa de Rugbi, por volta das 13h (8h de Brasília) e estava feliz por ter conseguido um dos mil ingressos distribuídos para o único treino aberto ao público.

Três vezes melhor do mundo e outras quatro vice, tri da Champions (e dois mundiais), nove anos seguidos na seleção da Europa, CR7 encaminhará o tetra da bola de ouro se fizer uma boa Euro e finalmente colocará no seu cartel um titulo com a sua seleção para selar ainda mais o seu nome como um dos maiores da história.