Santos
 

No rugido do Leão
Peixe conta com história para motivar nova safra de meninos


Um começo de ano doloroso, com perda de jogadores importantes, como o volante Maldonado, e a ameaça de rebaixamento no Campeonato Paulista, parece ter sido esquecido, e o Peixe chega para o Brasileirão para surpreender.

 

De longe, ao contrário dos anos anteriores, o atual elenco alvinegro não é tão empolgante. Sem dinheiro para ir à caça de reforços, a diretoria passou ao técnico Emerson Leão a missão de comandar um time recheado de promessas. O jovem atacante Wesley é um deles. Bastante criticado pela torcida, ele deu conta da pressão e tem sido um dos destaques da equipe, esbanjando habilidade - ainda falta muito, claro.

 

Aliás, falta não só para ele, mas para todo o grupo, caso queira uma vaga na Libertadores. A esperança para os santistas é a base de jogadores experientes. Campeão brasileiro pelo Peixe em 2002, Fábio Costa é um deles. A Fera da Vila tem mantido a média com ótimas defesas e é o capitão do time.

 

Portanto, será preciso bastante torcida para o Peixe manter seus bons “experientes”. O artilheiro Kléber Pereira e o excelente lateral-esquerdo Kléber, por exemplo, estão  sempre presentes na lista de interesses dos clubes do exterior.

 

Feito isso, com o grupo livre do desmanche, os torcedores podem ficar na expectativa pelas primeiras posições. História para animar o elenco, ainda desacreditado, não falta. Basta lembrar a geração de 2002, comandada por Leão. Meninos com espinha na cara, que, condenados ao rebaixamento à Série B antes do Brasileirão começar, encantaram a platéia e levantaram o tão cobiçado título nacional.

 

Análise do Mauro Beting

Mescla é a aposta do Santos

Campeão brasileiro em 2002 e 2004, vice em 2003 e 2007, não há equipe neste século que chegue tantas vezes para decidir como o Santos. Por pontos corridos ou por mata-mata, o Santos vive os melhores anos desde o início (oficial) do Brasileirão.

Ou viveu. Do período recente de conquistas, entre idas e vindas, sobraram Leão no banco e Fábio Costa na meta - depois de um período vencedor pelo Corinthians. Pouco. Ainda menos pela safra não tão rica com a geração de 2002. Ainda pior pelo cofre menos farto da longa administração Marcelo Teixeira. Ainda mais complexa pela má vontade de parte da torcida e de cartolas com o trabalho e com a pessoa do treinador.

Leão ainda tem experiência para mandar para escanteio a cobrança por vezes desmedida. Mas o jovem e limitado elenco dá mostras de que pode sucumbir, passado o período de grandes conquistas depois do fim da fila. Sem muitos peixinhos para pescar nas categorias de base, Leão ganhou da direção uma sacola de jogadores do continente. Sebastián Pinto já pegou a trouxa, Michael Jackson Quiñonez não se define, Trípodi se esforça. Apenas Molina está honrando a camisa dez.

Se os dois Kléber (o lateral de seleção e o goleador Pereira) permanecerem na Vila a partir do meio do ano, há como fazer uma campanha decente, com um time competitivo.

 
Desempenho

1971 – 9°
1972 – 8°
1973 - 6°
1974 - 3°
1975 – 26°
1976 – 21°
1977 - 21°
1978 - 23°
1979 – X
1980 – 7°
1981 – 9°
1982 - 7°
1983 – 2°
1984 - 9°
1985 – 26°
1986 – 19°
1987 – 15°
1988 - 17°
1989 - 12°
1990 - 7°

1990 - 7°
1991 – 8°
1992 - 7°
1993 – 5°
1994 - 9°
1995 – 2°
1996 – 20°
1997 – 7°
1998 – 3°
1999 – 11°
2000 - 18º
2001 – 15°
2002 – 1°
2003 - 2°
2004 – 1°
2005 - 10°
2006 - 4°
2007 - 2º


   
Raio-x

 

Santos Futebol Clube
Fundação: 14/4/1912
Endereço: Rua Princesa Isabel s/n, Santos (SP) CEP: 11075-500
Telefone: (11) 3239-4000
Site: www.santosfc.com.br
Estádio: Vila Belmiro
Fornecedor de material esportivo: Umbro
Patrocínio: Semp Toshiba
Presidente: Marcelo Teixeira

 

 

Principais títulos:
Mundial (1962 e 1963), Libertadores (1962 e 1963), Brasileiro (2002 e 2004), 17 Paulistas, o último em 2007

 

 

 

 

 

 

   


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