Mescla é a aposta do Santos
Campeão brasileiro em 2002 e 2004, vice em 2003 e 2007, não há equipe neste século que chegue tantas vezes para decidir como o Santos. Por pontos corridos ou por mata-mata, o Santos vive os melhores anos desde o início (oficial) do Brasileirão.
Ou viveu. Do período recente de conquistas, entre idas e vindas, sobraram Leão no banco e Fábio Costa na meta - depois de um período vencedor pelo Corinthians. Pouco. Ainda menos pela safra não tão rica com a geração de 2002. Ainda pior pelo cofre menos farto da longa administração Marcelo Teixeira. Ainda mais complexa pela má vontade de parte da torcida e de cartolas com o trabalho e com a pessoa do treinador.
Leão ainda tem experiência para mandar para escanteio a cobrança por vezes desmedida. Mas o jovem e limitado elenco dá mostras de que pode sucumbir, passado o período de grandes conquistas depois do fim da fila. Sem muitos peixinhos para pescar nas categorias de base, Leão ganhou da direção uma sacola de jogadores do continente. Sebastián Pinto já pegou a trouxa, Michael Jackson Quiñonez não se define, Trípodi se esforça. Apenas Molina está honrando a camisa dez.
Se os dois Kléber (o lateral de seleção e o goleador Pereira) permanecerem na Vila a partir do meio do ano, há como fazer uma campanha decente, com um time competitivo. |