Náutico
 

Timbu pé no chão
Falta dinheiro. Sobra vontade. Náutico espera seguir na elite


O Náutico travou uma batalha antes do Brasileirão. E ganhou. Insatisfeito com os direitos televisivos que iria receber (R$ 3 milhões) o Timbu disse que ou receberia um aumento ou os seus jogos não seriam transmitidos. O resultado foi que o Alvirrubro ganhou a quebra-de-braço. Vai receber R$ 5,5 milhões.

 

A briga teve um motivo vital. O Náutico sabe que é preciso muito recurso na  Série A e dinheiro é essencial. Ainda mais para um clube que tem como objetivo permanecer na elite, de preferência sem o sufoco do ano passado (quando escapou raspando: ficou 21 rodadas na zona do rebaixamento).

 

Ajustado no lado financeiro, o Timbu se arrumou para o Brasileirão. Primeiro, fez gol de placa ao manter o treinador Roberto Fernandes - o responsável pela manutenção do Náutico na elite.

 

Além disso, conseguiu segurar a base do elenco que disputou o Campeonato Pernambucano, laboratório para o Brasileiro. Do grupo, destaque para o excelente goleiro Eduardo, capitão e líder alvirrubro. Geraldo, o cérebro da armação é outro que merece atenção.

 

Mas quem vive a maior ansiedade é o atacante Kuki. Durante os 12 longos anos que o clube passou na Série B, Kuki quase sempre foi o camisa 9. Fez muitos gols e tornou-se o eterno ídolo da torcida alvirrubra. Curiosamente, no ano passado, ele defendeu o Santa Cruz (o titular do ataque foi o uruguaio Acosta, um dos destaques da Série A de 2007 e que hoje defende o Corinthians).  Por isso, carrega uma sina: ainda não fez um gol sequer num Brasileiro da Primeira Divisão. É agora ou nunca, Kuki.

 

 

Análise de Anderson Falcão (Jornalista Transamérica FM (PE))

O craque do Timbu é o técnico

O destaque do Náutico no Brasileirão está no banco de reservas: é o técnico Roberto Fernandes. No ano passado, o treinador chegou durante a Série A, quando o Náutico estava na zona de rebaixamento e totalmente desacreditado.

Conseguindo encontrar boas soluções táticas, ele livrou a equipe do rebaixamento e caiu nas graças da torcida. Para este ano, Fernandes perdeu seu principal jogador (o atacante Acosta foi para o Corinthians). Mas segue conhecendo bem o elenco, que está bem mudado.  A dificuldade será o treinador encontrar peças de reposição à altura do time titular.

Vencendo este desafio, ele pode sonhar não apenas em manter o Timbu na Série A. Pode aspirar a vaga na Sul-Americana. 

 
Desempenho

1971 – Eliminado na Zona Nordeste da série B
1972 – 19º
1973 – 34º
1974 - 14º
1975 - 13º
1976 – 16º
1977 – 52º
1978 – 33º
1979 - 47º
1980 – 27º
1981 - 15º
1982 – 26º
1983 - 13º
1984 - 6º
1985 - 25º
1986 – 31º
1987 - 13º (Série B)
1988 – 2º (Série B)
1989 – 13º

1990 - 13º
1991 – 14º
1992 – 19º
1993 - 18º
1994 – 24º
1995 – 19º (Série B)
1996 - 3º (Série B)
1997 – 3º (Série B)
1998 – 21º (Série B)
1999 – 4º (Série C)
2000 – 32º
2001 – 5º (Série B)
2002 – 20º (Série B)
2003 – 7º (Série B)
2004 – 5º (Série B)
2005 – 3º (Série B)
2006 – 3º (Série B)
2007 - 15º


   
Raio-x

Clube Náutico Capibaribe
Fundação: 7/4/1901
Endereço: Avenida Rosa e Silva 1086, Recife (PE) - CEP: 52020-220
Telefone: (81) 3423-8900
Site: www.nautico-pe.com.br
Estádio: Aflitos
Fornecedor de material esportivo: Wilson
Patrocínio: Energil C
Presidente: Maurício Cardoso

 

 

Principais conquistas:
21 Pernambucanos, o último em 2004

 

 

 

 

   


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