Sérgio Sasaki

Sérgio Sasaki faz parte da equipe Furnas no Esporte (Foto: Hugo Mirandela)

LANCE!
11/03/2016
11:23
Rio de Janeiro

Após ficar o ano inteiro de 2015 sem competir, o ginasta Sérgio Sasaki, que faz parte da equipe Furnas no Esporte, se prepara para voltar ainda neste mês de março. Entre os dias 18 e 20, o brasileiro tem compromisso marcado no DTB de Stuttgart, na Alemanha. Apesar da satisfação por fazer novamente aquilo que mais gosta, ele está consciente de que ainda tem muito a evoluir até a Olimpíada no Rio de Janeiro.

- Acho que foi o pior ano (2015) da minha carreira, mas também me ajudou. Ganhei mais maturidade para a concentração nos treinos e fiquei mais motivado. Agora, estou voltando. Ainda não tenho expectativa de ganhar alguma competição. Quero me superar um pouquinho a cada dia e pensar sempre nos Jogos Olímpicos. Não vou negar que quero ser medalhista, mas antes disso preciso treinar muito - revelou Sasaki.

Em 2015, o ginasta sofreu com duas lesões e não pôde representar o Brasil. Em janeiro, ele teve que passar por uma cirurgia no joelho direito e, mais tarde, em agosto, teve uma lesão no braço direito. Agora, o foco é 100% o de integrar a equipe no Rio-2016.

Na Olimpíada de Londres, há quatro anos, Sasaki conquistou a melhor posição para o Brasil em Jogos Olímpicos no individual geral: o décimo lugar. Para a competição no Rio de Janeiro, a expectativa é a melhor possível.

- Não existe motivação maior do que competir uma Olimpíada em casa. Quero muito conquistar uma medalha e competir bem. Estou dando tudo de mim todos os dias, nos treinos, na alimentação, em tudo.

Com tanto tempo fora de disputa, Sasaki sabe que não é apenas o ritmo de competição que precisa ser readquirido. Neste período de recuperação, ele conversou muito com os técnicos e fez o que os fisioterapeutas determinaram. Tudo para voltar bem fisicamente e, sobretudo, psicologicamente.

- Senti um pouco de medo quando voltei, mas estou melhor a cada dia. Faço fisioterapia, o que me dá mais confiança. Este período foi um teste de paciência. Ver todos os atletas se preparando para um Mundial, além de estarmos às vésperas dos Jogos Olímpicos, e estar de mãos atadas foi difícil. O tempo foi o melhor remédio. Foi um aprendizado.

Sem Sasaki, a equipe brasileira de ginástica conseguiu em 2015, através do Mundial na Escócia, vaga na Olimpíada, o que demonstrou a força do grupo.

- Eu me sinto parte da equipe que classificou o Brasil para o Rio-2016 e eles me fazem sentir parte disso. Entre todos os que treinam aqui, um move o outro, seja em uma competição individual ou por equipe. Um incentiva o outro a treinar mais. Quando um está cansado e outro está treinando mais, é um incentivo porque todos querem estar na equipe que irá aos Jogos. É uma competição sadia e isso é bom para a equipe. Somos uma família e temos que estar unidos sempre. Foi por isso que conseguimos essa classificação. Eu não estava lá, mas temos atletas com boa qualidade para substituir qualquer um – encerrou o ginasta, que, antes da Olimpíada, tem previstas as disputas do evento-teste no Rio, em abril e da Copa do Mundo, em São Paulo, no mês seguinte.