Meninas da Ginástica Artística vão à final por equipe e do individual geral

Jade Barbosa e Daniele Hypolito, atletas da Equipe Furnas, estão na final por equipes

Ginastica Artistica (Foto:Ricardo Bufolin/CBG)
Daniele Hypolito disputa sua quinta olimpíada (Foto:Ricardo Bufolin/CBG)

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Após a ginástica artística masculina do Brasil mostrar toda força e talento, hoje foi a vez das meninas brilharem pelas classificatórias dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A Arena Olímpica do Rio, mais uma vez, foi palco de uma torcida empolgada com as apresentações firmes das donas da casa. Com 174,054 pontos, o objetivo de chegar à final olímpica por equipe foi alcançado com mérito neste domingo.

- Eu saio daqui feliz. A minha cabeça está totalmente voltada à final por equipe. Quero estar concentrada e ajudar o Brasil mais uma vez. A torcida ajuda muito em nosso desempenho e só tenho a agradecer - elogiou Daniele Hypolito, na quinta edição de Jogos Olímpicos da carreira. Ela e Jade Barbosa fazem parte da Equipe de Furnas na Olimpíada.


No individual geral, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva estão classificadas. Ainda falta uma subdivisão para o País saber se estará também na decisão da trave.

O Brasil abriu as apresentações na trave, um dos aparelhos mais difíceis da modalidade. Flávia Saraiva, firme, fez uma série que rendeu 15,133 e foi ovacionada pelo público. A nota, acima até dos 14,900 da romena Catalina Ponor, campeã olímpica no aparelho em Atenas 2004, deve colocar a brasileira na final. A veterana Daniele Hypolito somou 14,266, seguida por Rebeca Andrade, com 14,200, e por Jade Barbosa, com 13,600.

No solo, Flávia e Rebeca empataram em 14,033, Jade fez 13,733 e Daniele fechou em 12,400. No salto, Rebeca foi o destaque da equipe, com 15,666. Jade, com 14,900, Lorrane Oliveira, com 14,833, e Flávia, com 14,633, completaram as apresentações. O País fechou o dia nas barras assimétricas. Liderada por Rebeca, com 14,933 e cada vez mais um dos principais nomes do País no aparelho, o Brasil foi bem. Jade fez 14,266, Lorrane 14,158 e Flávia 12,733.

Para Jade, a mescla da experiência de ginastas mais jovens tem dado certo na equipe.

- Nós estamos com uma time dos sonhos, com todas bem e isso não tem preço. Trabalhamos muito para estar aqui e estou orgulhosa de tudo, do público, da forma como todos estão torcendo por nós. Essa Olimpíada está mexendo muito com a gente. Agora, faremos uma estratégia pensando na final por equipe, quem vai entrar em cada aparelho, o que vamos limpar. Estou confiante, pois treinamos para isso - disse Jade, com 42,233 pontos no individual geral.

Na soma dos seis aparelhos, Rebeca fez 58,732, já Flávia somou 56,532, e ambas estão entre as 24 melhores que vão à final. Mesmo estando prestes a se consagrar como uma das ginastas mais completas do mundo, a ficha de Rebeca ainda não caiu.

- Eu não acreditei quando vi meu nome lá em cima na classificação. Fiquei muito feliz e não esperava tudo isso. Fiz boas provas em todos os aparelhos, mas gostei mais do meu salto. Nas paralelas, foi uma das minhas séries mais difíceis, porém errei uma ligação que poderia ter melhorado a nota em dois décimos - explicou a alegre e sempre sorridente atleta.

Assim como Rebeca, de 17 anos, Flávia, de 16, estreia em Jogos Olímpicos e não poderia estar mais feliz, ainda mais por ser realizado na cidade natal da ginasta.

- É uma satisfação e uma emoção enormes. Minha primeira Olimpíada e dentro do meu país. Não fiquei nervosa quando entrei na Arena, pois sei que estava bem treinada. O público me ajudou muito e deu tudo certo. Estou fazendo o meu melhor - frisou a carismática Flavinha, como é mais conhecida.

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