Ricardo Winicki, o Bimba

Bimba é uma das esperanças de medalha para o Brasil na Rio-2016 (Foto: Reprodução/Facebook)

LANCE!
12/05/2016
15:48
Rio de Janeiro

Encerrada a primeira edição do City Grand Slam de Hamburgo, as expectativas e projeções para os Jogos Olímpicos se intensificam. A regularidade da vela brasileira na competição coloca a modalidade como a terceira mais bem sucedida em número de medalhas. Os velejadores verde-amarelos já subiram ao pódio olímpico 17 vezes, atrás apenas do vôlei (20), incluindo-se praia, e do judô (19).

Os medalhistas olímpicos Torben Grael, com cinco conquistas, e Bruno Prada, com duas, foram as atrações brasileiras nas regatas válidas pela Star Sailors League (SSL) e cumpriram suas tarefas, chegando em sétimo e sexto lugares, respectivamente, entre 86 tripulações. Torben viajou direto de Hyères, onde coordenou a equipe olímpica na etapa francesa da Copa do Mundo, para Hamburgo, na Alemanha. Torbem elogiou os atletas da Equipe de Furnas, Bimba (Ricardo Winick) e Fernanda Oliveira.

- A equipe está bem balanceada. Temos a experiência do Robert (Scheidt), da Fernandinha (Oliveira), do Bimba, mesclada a velejadores mais jovens. Será necessário equilíbrio, Competir em casa vai servir tanto para estimular quanto para pressionar - avalia Torben, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela, que prefere não cogitar desempenhos pessoais.

- Conta de medalhas não existe, esporte não é matemática. Às vezes, nem o principal dos favoritos consegue a medalha, mas temos chances reais e queremos manter a tradição da vela.

A maior conquista olímpica de Torben é o bicampeonato na classe Star ao lado de Marcelo Ferreira, além de mais uma prata e dois bronzes. Bruno Prada tem prata e bronze na mesma classe, ao lado de Robert Scheidt.

- O Brasil irá para os Jogos com um time forte, basta analisarmos os quatro últimos anos. Robert (Laser), Martine e Kahena (49erFX), Fernanda (470) e Jorginho Zarif (Finn), têm todas as condições de brilhar. As Pranchas a Vela e a Nacra podem ir para a medal race, enquanto as classes Laser Radial, 470 masculina e 49er terão ótima oportunidade para adquirir experiência única -, considera Bruno.

O tetracampeão mundial de Star reserva otimismo à parte para falar das possibilidades do parceiro de barco e amigo há 25 anos, Robert Scheidt, que poderá chegar à impressionante marca do sexto pódio nos Jogos do Rio.

- O Robert vai chegar muito forte. Ele está evoluindo na hora certa, tem moral de sobra e os adversários o respeitam demais. Ele joga a pressão para cima dos caras -, enfatiza Bruno, que aponta quatro países entre os mais bem cotados na vela olímpica.

- Vejo Inglaterra, Austrália, França e Holanda muito bem preparados.

Bruno e Robert conquistaram duas medalhas em Olimpíadas, Pequim (prata) e Londres (bronze). Juntos, ainda faturaram o tricampeonato mundial de Star.