O velejador brasileiro Ricardo Winicki, o Bimba

Bimba esteve perto de conquistar uma medalha olímpica, nos Jogos de Atenas-2004 (Foto: Fred Hoffmann/CBVela)

LANCE!
27/07/2016
13:28
Rio de Janeiro

A primeira participação numa olimpíada o atleta nunca esquece. Mas a quinta, e em casa, também tem um significado especial, ainda mais quando a medalha olímpica está cada vez mais perto. Quem garante é Ricardo Winicki, o Bimba, atleta da Equipe Furnas, que se mostra motivado e confiante em sua participação nos Jogos do Rio-2016. O velejador de 36 anos, que vai competir na Classe RS:X, garante que está sempre muito bem preparado para suas competições e não esconde a alegria de competir no local que começou a velejar aos 11 anos de idade.

- Aqui no Rio de Janeiro vai estar todo mundo muito bem treinado tanto quanto eu. Todos estudaram muito a Baía de Guanabara. A medalha olímpica é disparado o sonho mais difícil de todos, é o que falta para mim e é o meu objetivo. Eu já conquistei todos os pódios, tenho todos os títulos. Posso garantir que a minha felicidade será igual independente da cor da medalha. Mas não vai ser fácil. Tem adversários de altíssimo nível na competição, mas está longe de ser impossível. Estou bastante motivado.

Nos Jogos de Atenas, em 2004, sua segunda participação olímpica, Bimba esteve muito perto de conquistar a medalha de bronze, mas terminou em quarto lugar. Um resultado que de forma alguma o deixou frustrado.

- Se eu bater na trave de novo, eu vou estar bem feliz porque significa que fui até o fim lutando por uma medalha. Prefiro bater na trave e terminar em quarto do que em quinto. Estou chegando tão bem preparado quanto nos outros Jogos. Treinei até o meu limite, tive o apoio que precisei, estou bem instalado. Então estou feliz - afirma.

Nos últimos quatro anos o velejador disputou as principais competições internacionais de sua classe e esteve sempre entre os primeiros colocados. Na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Bimba contou com uma excelente estrutura e sabe o desafio que terá pela frente.

- O principal é a cabeça, o grande diferencial. Todo ano a gente corre um Campeonato Mundial com 120 atletas e só de quatro em quatro anos que temos uma Olimpíada com todo mundo focado naquele momento. Então isso conta muito. É um momento em que a imprensa está presente, é um momento que todos os amigos são técnicos de windsurfe. Todo mundo quer que você ganhe aquele campeonato.

E a oportunidade de velejar em casa, próximo da família, com o apoio da torcida, pode fazer a diferença. E o que antes podia ser uma incerteza já virou motivação.

- Isso ajuda bastante, com certeza, tira um pouquinho da tensão. No começo achei que estava aumentando a tensão porque tinha a cobrança. Mas agora que os Jogos estão chegando vejo diferente. Ontem estava em casa e vou carregar a tocha no dia 1º. Vou pegar a última energia daquela galera de Búzios, que me trata com muito carinho. Caramba! Meu esporte tá na boca do povo. Isso é muito legal. Estou no álbum de figurinha, as crianças me reconhecem. É bom saber que depois da regata eu posso sair, conversar com meus amigos, ver a minha família.