Paulo Bento

Falta de ambiente e evolução em campo são legado de Bento no Cruzeiro, segundo jornalistas (Foto: Divulgação)

RADAR / LANCE!
25/07/2016
14:08
Belo Horizonte (MG)

O anúncio da saída de Paulo Bento do Cruzeiro foi visto com controvérsias pela imprensa mineira. A falta de planejamento celeste e o clima que assolava a passagem do português na Toca da Raposa 2 foram abordados nesta segunda-feira, quando a saída foi confirmada após 17 jogos, com seis vitórias, três empates e oito derrotas.

Repórter do LANCE!, Thiago Fernandes crê que a saída foi a melhor opção. Aos seu olhos, houve muita controvérsia desde a confirmação de Bento: 

- O Cruzeiro acertou. O clima já era insustentável. Torcida e conselho faziam pressão. Na verdade, a aposta no treinador sempre foi muito arriscada.

Repórter do "Hoje em Dia", Guilherme Guimarães lamenta a falta de planejamento ter vitimado Paulo Bento:

- Mais um técnico que cai pela falta de planejamento da diretoria de um clube. Claro, não só por isso o Paulo Bento foi demitido, mas os erros de análise dos dirigentes do Cruzeiro no início do ano promovem uma reação em cadeia em que os resultados serão sentidos durante todo o ano de 2016.A demissão do Paulo Bento era questão de tempo.

Para o jornalista, a equipe celeste mostrou algumas evoluções em campo:

- Claramente, o time melhorou um pouco em quesitos táticos, mas no Brasil qualquer técnico perde o emprego se não alcançar bons resultados. Na minha opinião, a queda de Paulo Bento só será benéfica se o próximo treinador tirar o clube da situação perigosa em que se encontra.

Guilherme Ibraim, da Rádio CBN/Belo Horizonte, também lamentou a falta de tempo dada ao treinador português:

- Decisão errada. Bento precisava de mais tempo. Os resultados não podem ser único determinante. Se a cobrança é por um futebol que tenha conceitos maiores do que ganhar de qualquer forma, o trabalho de Bento caminhava nesse sentido.

Para Ibraim, a decisão comprova a desorganização dos dirigentes do Cruzeiro:

- Além de escancarar a falta mínima de convicção da diretoria, ainda deixa uma conta cara a ser paga, com mais um treinador "pendurado" na folha de pagamento do clube