Rafael Silva, atacante do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Rafael Silva, atacante do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

RADAR/LANCE!
01/04/2016
18:13
Belo Horizonte (MG)

O Cruzeiro não deixará Rafael Silva sozinho na questão que se refere à injúria racial e às ameaças feitas por torcedores do Atlético-MG em suas redes sociais. O atacante tem sofrido constantemente com o problema depois de imitar uma galinha na vitória sobre o arquirrival, no domingo passado, no Independência. O clube ofereceu amparo jurídico ao atleta, que ainda não decidiu se denunciará os criminosos.

A decisão do jogador será conhecida na  segunda-feira (4). A assessoria de imprensa cruzeirense chegou, inclusive, a oferecer uma entrevista coletiva ao atleta, que optou por não realizá-la.

As agressões ao artilheiro da Raposa ocorreram no decorrer desta semana. O bancário Bruno Daniel Rodrigues seria o suposto autor de um dos crimes. Ele teria escrito os seguintes comentários: "Você imitou uma galinha, mas parecia um urubu seu tisiu (sic)" e "Ele pode até me processar, pago tudo em banana" em uma fotografia de Rafael Silva em seu perfil no Instagram.

Prevista no artigo 140, do parágrafo 3º do Código Penal, a injúria racial se caracteriza como uma ofensa discriminatória em que o alvo é uma pessoa ou um determinado grupo de pessoas. Neste caso, há uma atribuição negativa a alguém, ofendendo a sua honra. Portanto, os xingamentos referentes à raça ou à cor da vítima constituem injúria racial, crime em que é possível pagar fiança e respondê-lo em liberdade.