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31/08/2015
20:15

 







Pouco depois da última passagem de Vanderlei Luxemburgo pelo Fluminense, em 2013, durante um almoço com o presidente Peter Siemsen, perguntei como tinha sido a convivência com o treinador, demitido por pressão dos conselheiros e da torcida, após uma sequência de maus resultados – nove jogos sem vitórias - que fez o time aproximar-se da zona de rebaixamento no Brasileirão daquele ano.

A resposta foi rápida e contundente. Peter referiu-se a Luxemburgo como um dos caras que mais entendia de futebol – uma macrovisão do esporte - que já havia conhecido na vida. Elogiou os conhecimentos do treinador na estruturação, no planejamento e na organização de um departamento de futebol. No entender do presidente tricolor, o Luxa treinador seria acima  de tudo um gerente, um gestor eficiente. Muito além do banco de reservas.

Não sei se algum dia os dois conversaram sobre isso. Mas deveriam, para o bem de Luxemburgo. É difícil para todo mundo, em qualquer atividade mas principalmente no esporte, reconhecer que é hora de parar. Ou de reinventar-se trocando as chuteiras por um trabalho técnico ou a prancheta técnica e tática por uma função mais executiva.

Os fatos e os números mostram que para Vanderlei Luxemburgo da Silva, essa hora já chegou. Seja por falta de foco no trabalho - seus interesses e prazeres são muitos dentro e fora do campo -, seja por desatualização ou simplesmente por falta de tesão, o Luxa de hoje nada tem a ver com aquele que conquistou cinco Brasileiros, chamou a atenção do poderoso Real Madrid e construiu uma história de um homem vencedor.

E MAIS: 
> Luxemburgo não é mais treinador do Cruzeiro 
> Cruzeiro intensifica tratativas para fechar com Mano Menezes 

Nos últimos 10 anos, desde que voltou da frustrada experiência espanhola, nada deu certo para ele. No Santos, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense Luxemburgo teve passagens de mediana a ruim, com estatísticas e conquistas irrisórias, praticamente restritas a insignificantes títulos estaduais e a uns poucos torneios de menor expressão. História que vem se repetindo agora no Cruzeiro.

É incrível, vale dizer, como um treinador com um currículo recente como o de Luxa continue a ter espaço entre os grandes  clubes do futebol Brasileiro - e sempre com salários de ponta. A  ilusão de que pode voltar a acertar e de que o investimento vai  valer a pena é mais um clarosinal da miopia que move nossos dirigentes.

Mas, ainda assim, e apesar da personalidade complicada e de posturas por vezes questionadas em seus princípios éticos, é inegável que no vazio de homens e ideias do futebol brasileiro, a experiência de Luxemburgo, a bagagem acumulada nesses muitos anos de estrada não é algo a ser desperdiçado. O que ele precisa é redescobrir seu caminho. E andar na linha.

O que com certeza vai mostrar que Peter Siemsen tinha razão.

 







Pouco depois da última passagem de Vanderlei Luxemburgo pelo Fluminense, em 2013, durante um almoço com o presidente Peter Siemsen, perguntei como tinha sido a convivência com o treinador, demitido por pressão dos conselheiros e da torcida, após uma sequência de maus resultados – nove jogos sem vitórias - que fez o time aproximar-se da zona de rebaixamento no Brasileirão daquele ano.

A resposta foi rápida e contundente. Peter referiu-se a Luxemburgo como um dos caras que mais entendia de futebol – uma macrovisão do esporte - que já havia conhecido na vida. Elogiou os conhecimentos do treinador na estruturação, no planejamento e na organização de um departamento de futebol. No entender do presidente tricolor, o Luxa treinador seria acima  de tudo um gerente, um gestor eficiente. Muito além do banco de reservas.

Não sei se algum dia os dois conversaram sobre isso. Mas deveriam, para o bem de Luxemburgo. É difícil para todo mundo, em qualquer atividade mas principalmente no esporte, reconhecer que é hora de parar. Ou de reinventar-se trocando as chuteiras por um trabalho técnico ou a prancheta técnica e tática por uma função mais executiva.

Os fatos e os números mostram que para Vanderlei Luxemburgo da Silva, essa hora já chegou. Seja por falta de foco no trabalho - seus interesses e prazeres são muitos dentro e fora do campo -, seja por desatualização ou simplesmente por falta de tesão, o Luxa de hoje nada tem a ver com aquele que conquistou cinco Brasileiros, chamou a atenção do poderoso Real Madrid e construiu uma história de um homem vencedor.

E MAIS: 
> Luxemburgo não é mais treinador do Cruzeiro 
> Cruzeiro intensifica tratativas para fechar com Mano Menezes 

Nos últimos 10 anos, desde que voltou da frustrada experiência espanhola, nada deu certo para ele. No Santos, Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e Fluminense Luxemburgo teve passagens de mediana a ruim, com estatísticas e conquistas irrisórias, praticamente restritas a insignificantes títulos estaduais e a uns poucos torneios de menor expressão. História que vem se repetindo agora no Cruzeiro.

É incrível, vale dizer, como um treinador com um currículo recente como o de Luxa continue a ter espaço entre os grandes  clubes do futebol Brasileiro - e sempre com salários de ponta. A  ilusão de que pode voltar a acertar e de que o investimento vai  valer a pena é mais um clarosinal da miopia que move nossos dirigentes.

Mas, ainda assim, e apesar da personalidade complicada e de posturas por vezes questionadas em seus princípios éticos, é inegável que no vazio de homens e ideias do futebol brasileiro, a experiência de Luxemburgo, a bagagem acumulada nesses muitos anos de estrada não é algo a ser desperdiçado. O que ele precisa é redescobrir seu caminho. E andar na linha.

O que com certeza vai mostrar que Peter Siemsen tinha razão.