Paulo Bento, técnico do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)

Escalações de Bento foram muito questionadas no Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)

RADAR / LANCE!*
25/07/2016
13:36
Belo Horizonte (MG)

A curta passagem do português Paulo Bento pelo Cruzeiro deixou como lembrança muita controvérsia. Além da série de maus resultados (especialmente no Mineirão, onde a equipe teve 25% de aproveitamento), que culminaram em sua demissão no fim da manhã desta segunda-feira, pesaram para a saída do técnico as críticas dos torcedores e as escalações e alterações vistas como controversas.

Apostando bastante em suas convicções, Paulo Bento implementou uma rotina incomum de treinos. As atividades no horário da manhã e trabalhos em dias nos quais a equipe jogaria foram vistas com estranhamento. 

As escalações também foram alvos de críticas da torcida, por improvisações e por privilegiar jogadores da base em detrimento de nomes de peso. O zagueiro Bruno Viana e o volante Bruno Ramires surgiram como titulares absolutos, enquanto  Leo, Manoel e Ariel Cabral aguardavam as oportunidades no banco de reservas.

Em meio a gritos de "burro" vindos da torcida, nomes questionados como Gino receberam oportunidades, e nomes como o volante Henrique atuou improvisado na defesa. A queda de braço com a torcida ficou ainda maior em relação ao questionado Allano: o atacante era sempre lançado em campo, e chegou a ser titular na partida contra o Fluminense. Mas acabou cedido ao Bahia.

Só que o momento mais criticado veio internamente: Bento afastou e, mais tarde, decidiu demitir o auxiliar Geraldo Delamore, que estava no Cruzeiro desde 2015, e chegou a ser treinador interino. Diante de tanta controvérsia, a "aventura no Brasil" de Paulo Bento acabou não durando muito.

*Por Marcellus Madureira