Cássio e Walter, goleiros do Corinthians, durante treino (Foto: Daniel Augusto Jr)

Cássio e Walter, goleiros do Corinthians, durante treino (Foto: Daniel Augusto Jr)

Bruno Cassucci
16/01/2016
15:08
Enviado especial a Orlando (EUA)

Walter está dividido. Por um lado, o goleiro corintiano comemora a permanência do amigo Cássio no elenco alvinegro, após a transferência para o Besiktas, da Turquia, fracassar. Por outro, lamenta a permanência do principal concorrente pela titularidade da meta da equipe.

Em entrevista coletiva neste sábado, o jogador de 28 anos falou sobre o assunto, exaltou o companheiro, mas não escondeu que vislumbrava a oportunidade de finalmente ter caminho aberto para se firmar no Timão.

- Eu estava trabalhando da mesma forma (durante a negociação de Cássio), nós temos intimidade grande, somos bem próximos. Eu poderia estar jogando, felizmente ou infelizmente aconteceu de ele ficar. Não tinha nada concreto, então eu não podia ficar feliz ou triste. Enquanto isso ele procurou se dedicar nos treinos e estava falando pra nós o que estava acontecendo. Estou feliz e pretendo continuar no Corinthians - comentou Walter, que está desde o meio de 2013 no clube de Parque São Jorge.

- Nós sempre tivemos uma amizade muito aberta. Claro que ele também gostaria muito de ter ido, acabou não acontecendo. Ele trabalhou com o mesmo foco, pensando no Corinthians. Ele está muito feliz ali. Até minha própria esposa, as esposas de outros jogadores, ficaram tristes com a notícia dele ir embora porque temos uma amizade muito grande. Mas ele procurou ir trabalhando, conversando todos os dias, mas felizmente ele acabou não indo, pelo lado da amizade a gente ficou muito feliz que ele ficou - completou.

O goleiro ainda confirmou ter tido uma sondagem do Flamengo neste início de temporada, que acabou não evoluindo.

Apesar da permanência de Cássio, Walter será titular no primeiro jogo do Corinthians na temporada, neste domingo, às 17h, contra o Atlético-MG, pela Florida Cup. Por conta da negociação que acabou não prosperando, o técnico Tite preferiu poupar Cássio e tirá-lo da partida.