Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
15/09/2016
06:30
São Paulo (SP)

O presidente do Corinthians já declarou que o mínimo que espera é uma vaga na Libertadores de 2017 - e o time acaba de deixar o G4 do Brasileirão; um treinador pretendido pelo clube no passado ficou desempregado; os próximos jogos são nada menos que o clássico contra o Palmeiras e o duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Fluminense. A pressão que já existia sobre Cristóvão Borges no Timão só aumenta.

O empate com o Coritiba, na noite da última quarta-feira, que derrubou o Corinthians para o quinto lugar do Nacional, foi seguido pela notícia da saída de Roger Machado do Grêmio, desencadeando nas redes sociais diversos pedidos de troca de comando no Timão.

Roger foi um dos nomes sondados pelo clube de Parque São Jorge para substituir Tite - indicado pelo próprio atual técnico da Seleção Brasileira - mas não aceitou deixar o Tricolo gaúcho na época. 

Cristóvão admite o clima de desconfiança sobre ele no clube e comenta sobre o assunto em quase todas as entrevistas que concede semanalmente. Vaiado e chamado "burro" em partida contra o Cruzeiro, há pouco mais de um mês, ele diz ver com naturalidade as cobranças.

Demonstrando tranquilidade, ele lamentou o empate contra o Coritiba, mas afirmou não ver efeitos do tropeço no Dérbi de sábado, na Arena.

- Independente de qualquer coisa é um grande jogo, um clássico, de grande rivalidade, e momento também. Precisamos voltar a ganhar e é uma grande oportunidade. Vamos jogar em casa e é uma oportunidade para conseguirmos uma grande vitória - comentou.

Cristóvão tem contrato com o Corinthians até o fim do ano que vem e já foi defendido publicamente pelo presidente do clube, Roberto de Andrade.