André Luiz Oliveira, o André Negão

André Negão teve de prestar depoimento na Polícia Federal (Foto: MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS)

Bruno Cassucci
14/04/2016
06:55
São Paulo (SP)

O Conselho Deliberativo do Corinthians tem uma importante reunião na próxima segunda-feira. Com previsão de um alto déficit, o balanço financeiro do clube de 2015 será apresentado e levado a votação. Até outubro do ano passado, o saldo era negativo de R$ 30 milhões e a direção alvinegra previa piora.

Para 2016, no entanto, a previsão do clube é otimista. Antes mesmo de confirmar a venda de seis titulares no início da temporada, o Timão já previa fechar a temporada no azul, com superávit de R$ 3,8 milhões.

Outro fato importante da reunião é a expectativa por um pronunciamento de André Luiz Oliveira, o André Negão, vice-presidente do clube. Alvo da 26ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de receber R$ 500 mil em propina da construtora Odebrecht, responsável pela obra da Arena, o dirigente deve prestar esclarecimentos aos conselheiros.

Foi aberta uma sindicância no Conselho do Corinthians para apurar o caso. Em carta enviada à Comissão de Ética, o vice já negou qualquer desvio de conduta ou recebimento ilegal de dinheiro, mas ele deve reforçar a sua defesa na reunião desta segunda.

Há duas semanas, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, saiu em defesa do vice e declarou que ele não será afastado de suas funções no clube. 

No dia em que foi levado para depor, André Negão acabou preso em flagrante por posse ilegal de duas armas e teve de pagar fiança de R$ 5 mil.

O vice corintiano é grande aliado do ex-presidente corintiano e hoje deputado federal (PT-SP) Andrés Sanchez, para quem trabalha como secretário parlamentar.