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26/08/2015
07:53

Fagner vai ao fundo e cruza. Renato Augusto está ali, na entrada da área, para estufar as redes. Uma tabela deixa o meia na cara do goleiro. Outro gol. A Fiel vai ao delírio. Tudo isso já passou pela cabeça do jogador do Corinthians na véspera da decisão contra o Santos, nesta quarta-feira, na Arena Corinthians. Ele costuma fazer "premonições" antes das partidas. A preparação mental faz parte de sua confiança de ser um predestinado.

Para não ficar pelo caminho nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Corinthians precisa vencer o duelo por três gols de diferença. É matar ou matar, e ocasiões assim fazem o meia Renato Augusto iluminado.

– Sempre falei isso. Faço pouco gol, mas sempre fiz gol importante. Classificação para a Libertadores? Eu fiz gol no Flamengo em 2007. Fiz dois gols no campeonato, um foi da classificação. Eu tenho muito claro isso, tenho sorte para esses jogos. Tenho resposta boa, a bola entra... É impressionante, espero que continue assim – afirmou o meia ontem à tarde, em entrevista ao LANCE!.

Nesta temporada, saiu dos pés dele o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, pelas quartas de final do Paulistão. Foi o único duelo eliminatório vencido pelo Corinthians. No último título de Tite, em 2013, ele também fez gol na decisão da Recopa Sul-Americana contra o São Paulo.

Renato Augusto controla a bola em treino (Foto: Daniel Augusto Jr)

Contra o Peixe, a equipe não terá o meia Jadson, artilheiro do atual elenco e líder em assistências. Mais peso para os ombros do camisa 8 corintiano.

Há nove anos, em 2006, o jogador “nascia” para o futebol na Copa do Brasil. Jogador da base do Flamengo, o ainda garoto havia acompanhado vários duelos da arquibancada. Após participar de um amistoso, chamou a atenção do técnico Ney Franco, que levou-o para o profissional, simplesmente na decisão do torneio contra o Vasco, maior rival (veja detalhes abaixo).

Naquela ocasião, o final reservou a taça de campeão, e foi por isso que a Copa do Brasil marcou a carreira de Renato. O duelo desta quarta, em Itaquera, só vai ficar marcado se uma vitória épica e a classificação saírem...

– Jogo de mata-mata é assim. Pode ser o último jogo e você fica mais vivo. Pode ser o nosso último jogo na Copa do Brasil agora, então tem esse sentimento. No Brasileiro, você pode se recuperar depois. Na Copa do Brasil, não. Se não for agora, só ano que vem – ressaltou o jogador do Timão. 

De torcedor à camisa 10

Torcedor do Flamengo e jogador da base do clube em 2006, Renato Augusto pegou fila e comprou dois ingressos para a final contra o Vasco, no Maracanã. Ele já havia visto as fases anteriores das arquibancadas.

No entanto, nesse período, o jogador, então com 18 anos, foi chamado ao time profissional para alguns amistosos em Manaus. Ele saiu da reserva do reserva para a titularidade. 

- Eram três amistoso. Fui para la, cheguei no terceiro time. No primeiro amistoso, no primeiro tempo jogavam os titulares, no segundo os reservas e ficaram três de fora. Eu era um dos três. Pensei: "Pra que me trouxeram?" - contou Renato.

Com gols e boas atuações, ele se firmou. Mas era novo e pairava a incerteza sobre um garoto disputando uma final contra o maior rival. Foi aí que Renato recebeu um telefonema marcante do então presidente do Fla na véspera da final:

– Estava na concentração, sai para cortar o cabelo e quando voltei, o Toró, que dividia quarto comigo, disse que o Cleber Leite me ligou. Na época era numeração fixa, eu jogava com a 36. Aí o Cleber me disse: “To ligando para deixar você tranquilo. Vamos retomar a numeração antiga, você vai ficar com a 10”. Comecei a suar... Mas deu tudo certo. Minha carreira começou ali!

Bate-bola com Renato Augusto, meia do Corinthians:

Você mostra estrela em jogos decisivos. Esses jogos são diferentes, põem o jogador na história?
Marca. Marca quem decidiu, apesar de eu achar injusto. Na Copa do Brasil de 2006 mesmo eu só joguei a final. Até ali estava na arquibancada. Mata-mata marca muito o cara que venceu, decidiu, não tem jeito, a torcida vai lembrar. Em 2006 eu fiquei marcado como o cara que venceu a Copa do Brasil com garoto que usou a camisa 10 do Flamengo, no Maracanã lotado.

Sua confiança é maior para esse tipo de jogo? O retrospecto te deixa com mais moral para decisões?
Eu imagino muito antes do jogo. Tenho coisas do tipo: se correr ali, a bola vai chegar. Na véspera já começo. Fico imaginando o Fagner indo no fundo, Uendel chegando naquela posição, começo imaginar um monte de jogada. Às vezes acontece, outras não. Eu me preparo muito mentalmente para jogo.

Imagina apenas você ou também brechas que o adversário pode oferecer durante a partida?
Tem um pouco disso, porque a gente recebe vídeo do adversário. Tem volante que sobe, então eu sei que tem um buraco nas costas dele, tem volante que fica, e eu tenho que sair mais pra receber... Eu fico pensando algumas coisas, já ligado ao jogo.

Já começou a pensar no Santos?
Já. Estava na bicicleta ergométrica mais cedo pensando, começa a bombar a cabeça. Fico ligado na partida.

O Lucas Lima resolveu o primeiro jogo. Você pode ser o cara que decidirá agora?
O Santos joga em função dele e do Ricardo Oliveira. A gente é mais um time de grupo, não tem essa de um cara que vai decidir. Não acho que eu vou acabar decidindo, nosso time é tão grupo, tão unido, que é capaz de quem entrar decidir.

Fagner vai ao fundo e cruza. Renato Augusto está ali, na entrada da área, para estufar as redes. Uma tabela deixa o meia na cara do goleiro. Outro gol. A Fiel vai ao delírio. Tudo isso já passou pela cabeça do jogador do Corinthians na véspera da decisão contra o Santos, nesta quarta-feira, na Arena Corinthians. Ele costuma fazer "premonições" antes das partidas. A preparação mental faz parte de sua confiança de ser um predestinado.

Para não ficar pelo caminho nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Corinthians precisa vencer o duelo por três gols de diferença. É matar ou matar, e ocasiões assim fazem o meia Renato Augusto iluminado.

– Sempre falei isso. Faço pouco gol, mas sempre fiz gol importante. Classificação para a Libertadores? Eu fiz gol no Flamengo em 2007. Fiz dois gols no campeonato, um foi da classificação. Eu tenho muito claro isso, tenho sorte para esses jogos. Tenho resposta boa, a bola entra... É impressionante, espero que continue assim – afirmou o meia ontem à tarde, em entrevista ao LANCE!.

Nesta temporada, saiu dos pés dele o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, pelas quartas de final do Paulistão. Foi o único duelo eliminatório vencido pelo Corinthians. No último título de Tite, em 2013, ele também fez gol na decisão da Recopa Sul-Americana contra o São Paulo.

Renato Augusto controla a bola em treino (Foto: Daniel Augusto Jr)

Contra o Peixe, a equipe não terá o meia Jadson, artilheiro do atual elenco e líder em assistências. Mais peso para os ombros do camisa 8 corintiano.

Há nove anos, em 2006, o jogador “nascia” para o futebol na Copa do Brasil. Jogador da base do Flamengo, o ainda garoto havia acompanhado vários duelos da arquibancada. Após participar de um amistoso, chamou a atenção do técnico Ney Franco, que levou-o para o profissional, simplesmente na decisão do torneio contra o Vasco, maior rival (veja detalhes abaixo).

Naquela ocasião, o final reservou a taça de campeão, e foi por isso que a Copa do Brasil marcou a carreira de Renato. O duelo desta quarta, em Itaquera, só vai ficar marcado se uma vitória épica e a classificação saírem...

– Jogo de mata-mata é assim. Pode ser o último jogo e você fica mais vivo. Pode ser o nosso último jogo na Copa do Brasil agora, então tem esse sentimento. No Brasileiro, você pode se recuperar depois. Na Copa do Brasil, não. Se não for agora, só ano que vem – ressaltou o jogador do Timão. 

De torcedor à camisa 10

Torcedor do Flamengo e jogador da base do clube em 2006, Renato Augusto pegou fila e comprou dois ingressos para a final contra o Vasco, no Maracanã. Ele já havia visto as fases anteriores das arquibancadas.

No entanto, nesse período, o jogador, então com 18 anos, foi chamado ao time profissional para alguns amistosos em Manaus. Ele saiu da reserva do reserva para a titularidade. 

- Eram três amistoso. Fui para la, cheguei no terceiro time. No primeiro amistoso, no primeiro tempo jogavam os titulares, no segundo os reservas e ficaram três de fora. Eu era um dos três. Pensei: "Pra que me trouxeram?" - contou Renato.

Com gols e boas atuações, ele se firmou. Mas era novo e pairava a incerteza sobre um garoto disputando uma final contra o maior rival. Foi aí que Renato recebeu um telefonema marcante do então presidente do Fla na véspera da final:

– Estava na concentração, sai para cortar o cabelo e quando voltei, o Toró, que dividia quarto comigo, disse que o Cleber Leite me ligou. Na época era numeração fixa, eu jogava com a 36. Aí o Cleber me disse: “To ligando para deixar você tranquilo. Vamos retomar a numeração antiga, você vai ficar com a 10”. Comecei a suar... Mas deu tudo certo. Minha carreira começou ali!

Bate-bola com Renato Augusto, meia do Corinthians:

Você mostra estrela em jogos decisivos. Esses jogos são diferentes, põem o jogador na história?
Marca. Marca quem decidiu, apesar de eu achar injusto. Na Copa do Brasil de 2006 mesmo eu só joguei a final. Até ali estava na arquibancada. Mata-mata marca muito o cara que venceu, decidiu, não tem jeito, a torcida vai lembrar. Em 2006 eu fiquei marcado como o cara que venceu a Copa do Brasil com garoto que usou a camisa 10 do Flamengo, no Maracanã lotado.

Sua confiança é maior para esse tipo de jogo? O retrospecto te deixa com mais moral para decisões?
Eu imagino muito antes do jogo. Tenho coisas do tipo: se correr ali, a bola vai chegar. Na véspera já começo. Fico imaginando o Fagner indo no fundo, Uendel chegando naquela posição, começo imaginar um monte de jogada. Às vezes acontece, outras não. Eu me preparo muito mentalmente para jogo.

Imagina apenas você ou também brechas que o adversário pode oferecer durante a partida?
Tem um pouco disso, porque a gente recebe vídeo do adversário. Tem volante que sobe, então eu sei que tem um buraco nas costas dele, tem volante que fica, e eu tenho que sair mais pra receber... Eu fico pensando algumas coisas, já ligado ao jogo.

Já começou a pensar no Santos?
Já. Estava na bicicleta ergométrica mais cedo pensando, começa a bombar a cabeça. Fico ligado na partida.

O Lucas Lima resolveu o primeiro jogo. Você pode ser o cara que decidirá agora?
O Santos joga em função dele e do Ricardo Oliveira. A gente é mais um time de grupo, não tem essa de um cara que vai decidir. Não acho que eu vou acabar decidindo, nosso time é tão grupo, tão unido, que é capaz de quem entrar decidir.