Bruno Cassucci
24/12/2016
07:00
São Paulo (SP)

A debandada que atingiu o Corinthians em 2016 não foi apenas no elenco. Além dos 20 jogadores que deixaram o clube nesta temporada, o Timão perdeu diretores e profissionais da comissão técnica, forçando uma ampla reformulação.

Ao menos nove pessoas deixaram altos cargos na hierarquia alvinegra neste ano: Edu Gaspar (gerente de futebol), Eduardo Ferreira (diretor-adjunto de futebol), Fábio Barrozo (gerente da base), José Onofre de Almeida (diretor da base), Marcelo Passos (diretor de marketing), Marcos Chiarastelli (gerente financeiro), Mauricio Jacob (diretor de marketing), Nadir de Campos Júnior (diretor relações internacionais) e Rogério Molica (diretor jurídico).

Algumas diretorias seguem vagas, como a de marketing, que desde o começo do ano tem o superintendente Gustavo Herbetta como principal responsável. O Timão também continua sem um diretor-adjunto de futebol. Já a gerência foi ocupada por Alessandro Nunes, que antes era coordenador e foi promovido.

Até mesmo o segundo vice-presidente, Jorge Kalil, pediu afastamento no início deste mês.

O desmanche na comissão técnica também foi grande. Além dos técnicos Tite, Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, saíram Cassiano de Jesus (auxiliar técnico), Cleber Xavier (auxiliar técnico), Fábio Mahseredjian (preparador físico), Leonardo Baldo (analista de desempenho), Luiz Alberto (auxiliar técnico), Matheus Bachi (auxiliar técnico), Raony Thadeu (analista de desempenho), Ricardo Henriques (preparador físico) e Thiago Larghi (analista de desempenho).

Porém, aos poucos o presidente alvinegro, Roberto de Andrade, pretende colocar "a casa em ordem". Alguns cargos já foram preenchidos, enquanto outros seguem à espera de novos membros. Na última sexta-feira, por exemplo, o clube contratou o auxiliar técnico Cuca e o preparador físico Walmir Cruz.

Por conta da grave crise política que vive o Timão, novas saídas na diretoria não estão descartadas. O presidente Roberto de Andrade disse a pessoas próximas ter desejo de fazer uma reestruturação na cúpula em seu último ano de mandato. Recentemente houve uma reaproximação do ex-presidente Andrés Sanchez com a cúpula do clube, mas não se cogita o retorno dele a algum cargo por enquanto.