Lucca, do Corinthians

Lucca é um dos artilheiros do Timão na temporada, com três gols em jogos oficiais (Foto: Agência Corinthians)

Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
18/03/2016
08:00
São Paulo (SP)

O baque das derrotas diante de Cerro Porteño (PAR) e Santos causou um princípio de turbulência no Corinthians, mas a reação rápida na Libertadores e no Paulistão já permitiu que o clube esquecesse artifícios como a lei do silêncio e se animasse para a sequência dos torneios que lidera.

Depois dos resultados negativos em sequência, o Timão realizou suas duas melhores partidas na temporada: 3 a 0 contra o Botafogo-SP e 2 a 0 diante do Cerro, na Arena Corinthians. Em dois jogos, a equipe de Tite marcou quase 30% dos gols de todos os compromissos oficiais da temporada, um número explicado pelo aumento da precisão na finalização.

– É muito importante vencer e vencer bem. Nos outros jogos estávamos procurando o time ideal, mas o tempo passou, superamos os baques e conseguimos retomar a confiança, conhecer mais um ao outro. Agora as coisas vão acontecer mais naturalmente, com o time acertando mais finalização e deslanchando. Nosso objetivo agora é justamente esse.– diz, ao L!, o meio-campista Giovanni Augusto, um dos reforços contratados para 2016.

Errar menos finalizações é um objetivo traçado por Tite desde o início das competições, já que o Timão chegou ao extremo de errar 14 de 16 arremates na partida contra o São Bento, por exemplo. Curiosamente, foi nos dois últimos jogos que a situação começou a inverter no Parque São Jorge. Diante do Bota, apenas três chutes errados em 12 tentativas. Dos nove acertos nas finalizações saíram os três gols que deram a vitória mais elástica do Timão no ano.

Contra o Cerro, no jogo eleito por muitos atletas como o melhor do ano, foram 16 chutes e sete corretos, que levaram perigo real. E justamente daí nasceram o gol de Lucca, o gol contra de Mareco e as oportunidades claras desperdiçadas nas boas defesas do goleiro Anthony Silva.

'Colocamos um volume de jogo bem maior, principalmente nas finalizações', explica zagueiro Felipe

– Acredito que as coisas estão melhorando de novo porque colocamos um volume de jogo bem maior e foi diferente, principalmente na finalização. Em concluir em gol nós fomos muito mais ativos e felizes – diz o zagueiro Felipe, que sofreu menos graças à exibição da força ofensiva.

O Corinthians precisa de uma média de oito finalizações para conseguir um gol, e já anotou 19 em jogos oficiais nesta temporada. Se repetir o caminho já traçado, a chance de melhorar os números é evidente.

- Na primeira derrota contra o Cerro foi um erro mais de falta de atenção do que ter feito um mal jogo, porque com dois a menos é difícil. Estávamos até fazendo ótima partida contra eles lá, mas conseguimos assimilar tudo isso que aconteceu e transformar em outra coisa, em ânimo. Colocamos isso nos dois últimos jogos, contra Botafogo e Cerro Porteño, e provamos que estamos em uma crescente muito boa, no caminho certo, a equipe bastante madura e reagindo rápido. Jogamos aquilo que a Libertadores proporciona, jogo rápido, de provocações. Fizemos excelentes partidas - explica Giovanni Augusto.

FINALIZAÇÕES E GOLS EM 2016:
ADVERSÁRIO - Certas/Erradas/Gols

XV DE PIRACICABA - 2/7/1
OSASCO AUDAX - 7/3/1
CAPIVARIANO - 4/7/2
SÃO PAULO - 3/3/2
COBRESAL - 1/12/1
FERROVIÁRIA - 8/5/2
SÃO BENTO - 2/14/1
OESTE - 4/13/1
SANTA FE - 3/8/1
SANTOS - 3/7/0
CERRO PORTEÑO - 4/7/2
BOTAFOGO-SP - 9/3/3
CERRO PORTEÑO - 7/9/2