Alexandre Pato e Marlone

Técnico Cristóvão Borges entende que os dois jogadores podem atuar no mesmo setor (Foto: Reprodução/L!TV)

Gabriel Carneiro
25/07/2016
20:39
São Paulo (SP)

A provável venda de Alexandre Pato ao Villarreal, da Espanha, fez a diretoria do Corinthians esfriar as conversas com Atlético-PR e Sport pela liberação por empréstimo até o fim do ano do meio-campista Marlone, que nem foi relacionado para o jogo do último fim de semana, contra o Figueirense, para cuidar da possível negociação. O técnico Cristóvão Borges entende que os dois jogadores podem atuar na mesma faixa do campo, e uma nova saída pode reduzir ainda mais a quantidade de opções do elenco alvinegro para o Brasileirão e a Copa do Brasil, que começa sua fase de oitavas de final na segunda quinzena de agosto.


Marlone chegou a ter negociações avançadas com o Atlético-PR na semana passada, mas as condições oferecidas ao Corinthians não agradaram. Além do clube paranaense, o Sport também manifestou interesse, enquanto Ponte Preta e Internacional realizaram sondagens preliminares. O Timão se recusa a vender parte dos 50% dos direitos econômicos que possui do camisa 8, e também nega o empréstimo gratuito. Até o momento, nem Furacão e nem o Leão da Ilha do Retiro ofereceram valores equivalentes à pedida do Corinthians.

Marlone atuou pela última vez com a camisa do Corinthians há quase dois meses, tendo sido baixa por opção nos dez últimos jogos (com Tite, Fabio Carille e Cristóvão Borges). Incomodado com a falta de espaço, o jogador que custou R$ 4 milhões aos cofres alvinegros autorizou seus representantes a buscarem interessados, e os dois rubro-negros formalizaram interesse. O Corinthians, porém, rejeitou todas as investidas até o momento, e a ideia de Cristóvão Borges é utilizar o jogador na sequência da temporada.

- Eu já falei com eles sobre isso, já falei com alguns em particular, e o Marlone foi um deles, de que chances todos vão ter, porque vai ter possibilidade para isso. Daqui a pouco vamos jogar duas competições simultâneas, só esse mês (julho) que é mais espaçado. Teremos que lidar com isso e fazer trocas para ter os jogadores até o fim da temporada, e isso abre brechas. Às vezes o rendimento de alguém cai, e temos que trocar também. Mas ele vai ter chances. Não dá para dizer quando, mas que vai ter, vai ter - disse, ao LANCE!, o treinador.