Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
18/11/2016
06:30
São Paulo (SP)

“Nunca mais quero ler que devemos salários e, para que isso aconteça, temos de andar em cima das contas”, disse Roberto de Andrade, em 23 de agosto, quando anunciou de uma só vez as saídas de Bruno Henrique, Luciano e André do elenco do Corinthians.

O objetivo de conter gastos no futebol para recolocar as finanças em dia falhou. Hoje, o Timão está em dívida com boa parte do grupo de jogadores, justamente em um dos momentos mais delicados em campo, pois não está no G6 do Brasileirão.

Os atrasos salariais colocam a gestão de Roberto de Andrade em xeque mais uma vez. Além dessa questão financeira, o presidente tem sido pressionado nos últimos meses por conta de questões políticas e esportivas e também por assuntos ligados à Arena e ao mau relacionamento com o torcedor alvinegro. A pressão é grande e o presidente tem consciência disso.

Semanalmente, o mandatário recebe grupos de conselheiros e até mesmo de associados insatisfeitos com os rumos da gestão para prestar esclarecimentos e conversar sobre o Timão. Dirigentes empossados recentemente, como Flávio Adauto, são principais apoiadores desta nova postura e têm conduzido este diálogo político nos bastidores.

A iniciativa tem dado certo. Ao contrário do previsto, nenhum conselheiro do Corinthians fez pedido de impeachment contra Roberto até o momento, segundo o LANCE! apurou.

O diálogo acalmou o ambiente, mas outras questões também têm peso, especialmente as sobre a Arena Corinthians e o futebol.

Hoje em sétimo no Brasileirão, o Timão já perdeu por duas rodadas a chance de entrar no G6. Oswaldo de Oliveira, técnico escolhido por Roberto de Andrade, venceu só um de seis jogos e o panorama não é bom para 2017 – principalmente se o time não reagir a tempo de se classificar à Libertadores. E agora, presidente?