Bruno Cassucci
03/06/2016
15:25
São Paulo (SP)

O Corinthians já não tem muitas esperanças de recuperar os R$ 40 milhões investidos em Alexandre Pato ou mesmo parte deste valor. Restando seis meses para o fim do contrato do atacante com o clube, o jogador voltou a recusar propostas de mercados menos expressivos no futebol. Para a diretoria alvinegra, isto indica que Pato está disposto a esperar até 2017 para ficar livre e escolher uma nova equipe.

Assim como ocorreu no começo do ano, o atacante disse "não" para uma oferta milionária de um clube da China. A informação foi confirmada por Gilmar Veloz, empresário do atleta. Segundo o ex-presidente do Timão Andrés Sanchez, Pato também não aceitou uma proposta dos Emirados Árabes Unidos - o agente disse desconhecê-la.

- Vai vender o Pato como? Ele quer ser vendido? O que você acha? Tem proposta aí para vender. Tem de monte. Teve no começo do ano e agora tem de novo. Ele quer? Não sou eu ou o Corinthians que vendemos alguém. Jogador só sai se quiser. Todo jogador que sai é porque quis. Eu posso até querer, mas depende do atleta - disse Andrés Sanchez, que deixou a superintendência do clube no ano passado mas segue influente no clube, ao LANCE!

Questionado sobre uma possível troca envolvendo Pato com algum clube brasileiro ou a possibilidade de antecipar o fim do contrato do jogador, Andrés rechaçou:

- Você acha que ele quer? Ele quer dinheiro. Quer receber R$ 6 milhões até o fim do ano e ficar livre. Pode vir o Barcelona que ele não vai aceitar. Só que as pessoas não entendem isso e nos criticam - disse.

Emprestado no início do ano ao Chelsea (ING), o atacante não deve permanecer no clube londrino. Assim, voltará a receber o seu salário de R$ 800 mil por mês do Corinthians.

- Se eu pudesse, emprestaria ele para o Bragantino. Mas nem isso eu posso fazer. A lei não me permite mandar o jogador para onde quero. Ele faz o que quer - lamentou Andrés.

O São Paulo, clube que teve Pato até o ano passado por empréstimo, monitora a situação do atleta e tem interesse em recontratá-lo. A prioridade do jogador, entretanto, é seguir na Europa.