Marquinhos Gabriel

Marquinhos Gabriel deve ser inscrito na semi do Paulistão e na Libertadores (Foto: Agência Corinthians)

Gabriel Carneiro
18/04/2016
18:56
São Paulo (SP)

Eficiência da diretoria, visibilidade, grandeza do clube e chance de disputar a Copa Libertadores de 2016. Estas foram as razões mencionadas pelo meia-atacante Marquinhos Gabriel para aceitar a proposta do Corinthians, e não do Santos, pelas próximas quatro temporadas. Apresentado nesta segunda-feira no CT Joaquim Grava, o jogador de 25 anos disse ter acertado com o Timão em apenas três dias, e agora espera ficar à disposição nas próximas fases do Campeonato Paulista e, principalmente, nas oitavas de final da Copa Libertadores.

Marquinhos Gabriel teve em mãos propostas de Santos e Corinthians, ambas aceitas pelo Al Nassr, clube que defendia na Arábia Saudita desde 2014. No momento em que o Peixe resolvia condições burocráticas, como prazo de pagamento dos 3 milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões), o Timão voltou à parada e acertou a compra dos direitos econômicos à vista. Pela chance de disputar a Copa Libertadores, o jogador aceitou a proposta do Corinthians, resolveu rapidamente as pendências, foi aprovado nos exames médicos e assinou o vínculo. Em entrevista coletiva, explicou os motivos da decisão.


- Ao contrário do que vão falar, que sou mercenário, não foi por isso. Se fosse assim eu ficaria na Arábia. A escolha foi pela grandeza do clube, por jogar Libertadores e pelos meus objetivos pessoais, de chegar à Seleção. Acho que aqui é o melhor lugar para isso acontecer. É uma satisfação vestir essa camisa, é o maior do país, a maior torcida. Agora é agradecer a diretoria pelo esforço que todo mundo fez. Quem cuida da minha carreira fez um trabalho muito bem feito e estou feliz de estar aqui, tenho quatro anos para mostrar meu valor, meu trabalho - disse o novo reforço do Corinthians, apresentado ao lado do diretor adjunto de futebol do clube, Eduardo Ferreira.

Marquinhos Gabriel contou alguns dos bastidores da negociação que o fizeram rejeitar o clube em que foi campeão paulista e vice da Copa do Brasil no ano passado. Segundo o jogador, ainda de numeração indefinida no Parque São Jorge, o Timão foi mais eficiente que o Peixe no acerto.

- O que me fez escolher o Corinthians foi a eficiência com que foi levada a negociação. O Santos estava sim negociando, mas não comigo, direto com o Al Nassr. Quando o Al Nassr aceitou a proposta do Santos, demoraram para dizer se seria à vista ou a prazo, isso que demorou. O Corinthians chegou nesse caminho, com dinheiro à vista, e em três dias, com a eficiência do Corinthians, estou aqui, pronto para jogar - disse o jogador.

O último jogo de Marquinhos Gabriel pelo Al Nassr foi há três semanas, indício de que ainda levará certo tempo para estar à disposição do técnico Tite.

VEJA OUTROS TRECHOS DA APRESENTAÇÃO DE MARQUINHOS GABRIEL:

Jogar pelo lado ou centralizado?
Prefiro jogar pelo lado, mas é uma questão de adaptação. Onde o Tite quiser que eu jogue eu vou jogar, em uma conversa futura isso vai ficar mais claro. Pelas beiradas é fechamento de espaço, agressividade. Mas da maneira que o Tite achar melhor vou me encaixar na equipe, é uma questão de conversa, onde ele vai querer que eu jogue eu vou estar à disposição.

Preparação física
Lá na Arábia se treina só uma vez ao dia, à noite, e aqui vou procurar me preparar para estar no mesmo nível físico do grupo.

Diferenças Corinthians x Santos
A equipe do Santos é de contra-ataque muito rápido, se postava muito bem do meio para frente, enquanto a equipe do Corinthians agora taticamente é praticamente perfeita, toques rápidos no meio, não vi ninguém carregando muito a bola contra o Red Bull. Características diferentes, então espero que adaptação seja rápida e espero entrar em campo muito forte.

Arena Corinthians
É uma atmosfera diferente, eu só tinha participado contra, isso motiva ainda mais e a gente vai querer dar mais. Jogar aqui já é uma motivação e a gente tem que estar preparado para dar o melhor, dar alegria ao torcedor e conseguir as vitória.

Estrutura
Não dá para comparar com nenhum no Brasil, ainda mais com a Arábia. Essa estrutura que eu vi aqui de planejamento, de aparelhos para trabalhar, é coisa de outro mundo. Atlético-MG o pessoal fala que é boa, mas não posso falar. É a maior e melhor estrutura que eu vi e espero usar todos os aparelhos para me aperfeiçoar.