Olga Bagatini
22/11/2016
18:50
São Paulo (SP)

Marlone vive grande fase no Corinthians. Indicado ao Prêmio Puskás de gol mais bonito do ano, herói da vitória alvinegra que deixou o Timão vivo na briga pela Libertadores - e ainda empurrou o Internacional para mais perto da segunda divisão, o jogador recebeu elogios do técnico Oswaldo de Oliveira e deve ser titular no próximo sábado, contra o Atlético-PR. Ainda saboreando os acontecimentos, o jogador avaliou o bom momento. 

- Foi uma semana bem gostosa, recebi a notícia na hora do almoço de segunda, meu celular não parou de tocar. Ouvi muitos parabéns. Minha ficha não caiu ainda, a gente só vê acontecendo com os outros, caras consagrados no futebol mundial. Quando é com você, não acredita. Ainda teve o jogo em que pude ser decisivo. É um data que vai ficar marcada na minha carreira - avaliou Marlone. 

Enquanto aprecia as glórias dos feitos individuais, o meia não deixa de pensar no coletivo. A meta é carimbar o passaporte do Corinthians rumo à Libertadores 2017.  E, para ele, o Timão merece a vaga, apesar dos momentos de instabilidade ao longo desta edição do Brasileiro. 

- A gente teve altos e baixos, mas futebol é resultado. Muitos clubes já conquistaram coisas na vontade, na garra. Se a gente está nessa condição, merece, sim. E o jogo contra o Atlético-PR vai ser uma final. A gente já começou a pensar isso desde ontem, após a vitória. - disse Marlone.

Elogiado pela comissão técnica pelos feitos, o meia deve ser titular na "decisão" contra o Atlético-PR, que figura no G6, um ponto à frente do Timão a duas rodadas do fim da competição. Feliz com a novidade, o jogador lembrou da infância difícil e se disse satisfeito por ter chegado onde chegou. 

- Quando nasci, minha mãe não tinha condição para nos criar, fui para outro família. Desde então, tenho selo de guerra. Esse ano foi resumo disso. Perseverei, não desisti. Sempre tentei ser decisivo, aproveitar as oportunidades com a camisa do Corinthians para ajudar o time de alguma forma. Fico até emocionado - completou o jogador do Tocantins. 

Confira os outros destaques da coletiva de Marlone:

Como está a relação com a Fiel torcida atualmente?
Sou grato à torcida pela identificação, por estar ao meu lado nesse momento, particularmente. Fizeram até uma campanha, meses atrás, e fico surpreso porque ainda não tenho história com Corinthians, um título para gravar meu nome na história. Foi mais surpreendente ainda. Me apoiaram o tempo e fico feliz por poder retribuir dentro de campo. 

Como é concorrer ao Puskás ao lado de craques como Neymar e Messi?
Só de estar entre os dez finalistas do Prêmio Puskás eu já me sinto um vitorioso. Hoje, de estar representando o Corinthians, o Brasil, jogador que atua aqui, já é uma vitória para mim. Estou concorrendo com grandes nomes consagrados no futebol mundial. Fico feliz de estar disputando com Neymar. Quem ganhar, tá bom demais. Já me sinto vitorioso de estar entre os dez finalistas. Agora, não custa nada sonhar em ganhar, seria um marco na minha carreira, na minha história.

E a vitória sobre o Inter? O sentimento de 'vingança' da Fiel por 2007 se estendeu ao grupo?
A gente viu como uma decisão, nunca pensamos em desrespeitar o Inter. Era um resultado importante para a gente, vencermos e nos aproximarmos da classificação para a Libertadores. Há a rivalidade da torcida, nós somos profissionais, mas encaramos como um clássico e conseguimos vencer. 

A saída do diretor jurídico Rogério Mollica agrava a crise política no Corinthians? Isso afeta os jogadores?
Isso não nos afeta muito. Nosso foco é na decisão contra o Atlético-PR, na busca por uma vaga na Libertadores. A vitória de segunda deu ânimo ao time e vamos focar dentro de campo.

E os salários atrasados, atrapalham a vida do Timão na briga pela Libertadores?
Nem vi isso direito ontem. Fui jantar com minha família, foi um dia atípico Depois de um jogo desse, a gente não dorme fácil. Isso já restá se resolvendo. Corinthians sempre teve boa imagem, de salários em dia. Está se resolvendo. Quando eu abrir a conta já vai estar lá o salário. Isso vai se resolver.