Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
29/04/2016
08:00
São Paulo (SP)

O Corinthians foi ao Uruguai para vencer, mas não acertou nenhum chute no gol do Nacional. Se não fosse possível a vitória, o empate com gols seria considerado bom resultado pelo técnico Tite. Também não deu. Em último caso, o 0 a 0 na abertura das oitavas de final não foi lamentado. Tampouco comemorado. Nesse misto de sentimentos e interpretações a respeito do empate fora de casa é que o Corinthians inicia a preparação para a volta, na próxima quarta-feira. A meta é evitar que aconteça o mesmo que no ano passado, com queda em casa nas oitavas.

Em três jogos em casa na primeira fase da Libertadores, o Timão alcançou três vitórias, marcou nove gols (um no Santa Fe, dois no Cerro Porteño e seis no Cobresal) e não foi vazado nenhuma vez. Ponto favorável para a decisão do próximo meio de semana.

O problema é que o Nacional fez gols em todos os seus jogos como visitante até o momento – um no Rosario Central, dois no River do Uruguai e dois no Palmeiras, time que ficou pelo caminho em sua chave. Os uruguaios somam dois empates e uma vitória fora e chegam invictos às oitavas.

– Números servem muito para torcedor, imprensa, para nós o que vale é o próximo jogo, o adversário é outro. Uruguaios gostam de competir, intimidar, mas nos mostramos fortes, suportamos a pressão na casa deles. Agora é descansar, trabalhar forte e quarta-feira precisamos ser mais agressivos com a bola no pé e fazer gols – explica o lateral Fagner.

Em suas últimas sete participações na Libertadores, o Corinthians caiu cinco vezes nas oitavas de final, inclusive as duas mais recentes, em 2013 e 2015. Nas 12 participações antes deste ano foram seis eliminações nesta fase. Para não repetir o marco e ir além, como em 2012, a ideia é ser um anfitrião impiedoso.