Guilherme Amaro e Yago Rudá
23/05/2018
18:44
São Paulo (SP)

Apresentado pela diretoria como novo técnico do Corinthians, Osmar Loss deixou claro em sua primeira entrevista coletiva que não tem um esquema tático definido. Embora deva mandar a campo um time escalado no 4-2-4 na próxima quinta, contra o Milionarios, da Colômbia, pela Copa Libertadores, o comandante alvinegro pode mudar a formação nos próximos jogos. 

- Todo esse processo que passamos de testar o 4-1-4-1, depois 4-2-3-1, e pelo fato de perdemos o Jô e passar poara o 4-2-4 me faz pensar que não dá para definir hoje uma forma de jogar. O fato de ter o Roger dá a oportunidade de trazer algo diferente, e isso vai trazer mais dificuldades para os adversários - disse o treinador, lembrando algumas variações utilizadas por Fábio Carille, seu antecessor, nos últimos 18 meses de trabalho. 


Promovido ao cargo de treinador do Corinthians logo após a ida de Carille para o Al-Wehda, da Arábia Saudita, Loss afirmou ter pensamentos parecidos com o do ex-treinador do Alvinegro. Apesar da possibilidade de possíveis mudanças dentro de campo, a equipe não deve perder a identidade. 

- Não posso falar na questão de personalidade porque é muito particular. Dentro do trabalho, pensamos o futebol muito parecido, com características de organizaçõo, equilíbrio nas funções. O Fábio é um cara muito calmo, que atende a todo mundo. Minha personalidade é diferente, na base somos educadores também, e talvez precise ter um limite mais curto. Serei um cara que vai ouvir todos os departamentos, com a porta sempre aberta para as pessoas que vão caminhar comigo nessa jornada - pontuou.

Em seu primeiro dia de trabalho como treinador do Corinthians no CT Joaquim Grava, Osmar Loss manteve o time que vinha sendo utilizado por Fábio Carille nos últimos jogos. Sendo assim, o Alvinegro deve entrar em campo para medir forças com os colombianos com Walter; Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Pedrinho, Rodriguinho, Jadson e Romero. 

Confira outros trechos da entrevista do novo comandante do Timão:

Sobre reunião com o elenco
Conversamos com o grupo. A ideia é uma manutenção do que vinha sendo feito pelo Carille, eu vinha fazendo parte da comissão, tenho ciência do que o grupo pode render. Temos a comissão técnica que é do clube, foi uma mudança repentina. 

Quando você comandava o Corinthians na Copinha, o time tinha um perfil ofensivo. Essa será a nova cara da equipe?
O Corinthians tem que ter a cara do Corinthians. Claro que falam sobre o treinador. Na Copa São Paulo, o nível dos primeiros jogos não é elevado, acaba tendo goleados e dá essa impressão. Tem que ser um futebol equilibrado defensivamente, sólido, que vai sofrer poucas situações de gol e que seja eficiente na frente.

Sobre a definição da nova função e a expectativa de comandar o Corinthians
De fato, desde que começou essa possibilidade na Venezuela, estava aqui na expectativa do que ia acontecer, se ia vir outro treinador ou se os profissionais que estavam aqui iam seguir o caminho. A definição foi ontem. Não teve nada muito preparado. Sei o que está acontecendo, vinha me preparando para quando a oportunidade surgir fazer o melhor.

Como recebe o carinho e a aceitação da torcida nas redes sociais?
Acredito que é pelo fato do que eu consegui com o Corinthians na base de resultados. Tenho Twitter que nem estou acompanhando direito. Fico feliz pelo apoio, mas tenho que responder com o trabalho e dedicação ao clube para que esse apoio se traduza em continuidade.

Como vê esse novo desafio?
É claro que todo mundo tem sua emoção e eu tento controlar as minhas. Acho que no futebol emoção de mais não ajuda tanto. Fiquei feliz pela oportunidade que o Corinthians está me proporcionando, fiquei ansioso para que logo chegue o jogo. É a realização de um profissional que iniciou com as escolinhas e chegou ao Corinthians. Vejo como evoluir daqui para frente.

Spbre a passagem pelo Internacional e a não efetivação no clube gaúcho
Com certeza estou muito mais preparado e maduro. A situação do Internacional, quando assumi interinamente após a saída do Falcão, tivemos bons resultados na Copa Audi e o presidente na época chegou a conversar comigo e eu falei que me sentia capaz. Era um ano de política no Inter, optaram por colocar o Dorival Júnior. Nesse momento, estou melhor preparado para desempenhar essa função.

Sobre a reavaliação citada pelo presidente Andrés Sanchez na parada do Campeonato Brasileiro durante a Copa do Mundo e a formação de uma nova comissão técnica no Corinthians
A partir do momento que tivermos tempo vamos solucionar, perdemos quatro profissionais. Mexer nesse momento, acho que não vai ser benéfico. Vamos conversar. Se tiver qualquer mudança, é só após a parada da Copa. Vamos precisar de reposição, não sabemos se vai ser contratada ou da base, mas vamos porque perdemos quatro profissionais de uma vez só.

Ainda sobre a comissão técnica 
Os profissionais da preparação física estão aqui há muito tempo, e o Walmir veio para comandar essa estrutura. Confiamos demais no Fabricio e no Flavio. Vamos manter a mesma linha, os cuidados serão os mesmos, só que sem o Walmir para chefiar.

Relação com a torcida do Corinthians
Essa relação com a torcida que mostra o tamanho do Corinthians são dois momentos marcantes. Em 2014, quando ganhamos o Brasileiro Sub-20 tinha uns 600 torcedores, foi uma coisa impressionante. Depois quando fomos campeões pela décima vez da Copinha, com o Pacaembu daquele jeito. Sabemos como serão decisivos para a nossa caminhada.

Objetivo neste início de trabalho 
O objetivo principal é fazer um bom jogo amanhã e conseguir bons resultados na sequência.