Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
04/06/2016
06:30
São Paulo (SP)

Pequeno em tamanho, gigante em importância. Do alto de seus 1,68m, Fagner deixou o papel de mero coadjuvante na lateral direita e assumiu posto de referência no Corinthians. E não apenas técnica, mas também moral. Prova disso é que o camisa 23 foi o jogador que mais vezes foi escolhido pelo técnico Tite para ser capitão nesta temporada: sete vezes.

Além do perfil de líder demonstrado pelo atleta, pesa a favor dele o fato de ser o jogador que há mais tempo é titular da equipe. Ele caminha para completar o terceiro ano como dono absoluto da ala. Seus maiores “concorrentes” ou foram vendidos ou perderam espaço, como é o caso do goleiro Cássio.

Aos poucos, o lateral foi ganhando espaço e se impondo. Além de orientar os companheiros e ser uma das vozes de Tite dentro de campo, ele tem sido escolhido para dar entrevistas em momentos difíceis, como foi após as quedas no Paulistão e na Libertadores.

Tanta importância tem também um lado negativo. Fagner é um dos jogadores que Tite tem mais dificuldade para substituir à altura no Timão. Além da qualidade do titular, o treinador sofre com a carência de reservas. Edílson foi liberado para o Grêmio no mês passado, e Léo Príncipe, que retornou de empréstimo para ser opção no setor, nem sequer foi relacionado ainda para algum jogo da equipe.

Este, aliás, é um dos motivos para Fagner não ser poupado neste sábado, em duelo contra o Coritiba, às 20h30, na Arena Corinthians, que pode render a liderança do Brasileirão ao clube. Se vencer, o Alvinegro ultrapassará Grêmio e Internacional, que jogam no dia seguinte.

O destaque de Fagner extrapolou o âmbito corintiano. Aos 26 anos, ele esteve na pré-lista de convocados para a Copa América e alimenta o sonho de ser chamado no futuro para confrontos das Eliminatórias da Copa do Mundo 2018.

Autor de três gols e seis assistências em 2016, o camisa 23 vive incontestavelmente a melhor fase da carreira. Mesmo assim, tenta manter a humildade e os pés no chão...

– Isso é graças ao trabalho que é feito. A engrenagem permite que eu tenha liberdade e ajude o time.

CAPITÃES DO CORINTHIANS EM 2016:

Fagner - Foi capitão em sete dos 30 jogos oficiais deste ano, um recorde no atual elenco. Das cinco últimas partidas, vestiu a faixa em três, inclusive na vitória sobre o Santos, quinta-feira. Referência!

Fagner, do Corinthians
Jogador foi capitão sete vezes neste ano (Foto: Agência Corinthians)

Bruno Henrique - É o segundo do atual elenco com mais partidas como o capitão, cinco ao todo. Um dos poucos titulares que são incontestáveis com Tite.

Bruno Henrique (foto:Ale Cabral/LANCE!Press)
Bruno Henrique tem 24 jogos no ano (Foto:Ale Cabral/LANCE!Press)

Cássio - Goleiro foi capitão em quatro partidas desta temporada, mas dificilmente voltará a ocupar a função, já que agora é reserva de Walter na meta.

Cássio do Corinthians
Goleiro agora está no banco de reservas (Foto: Mauro Horita/AGIF)

Outros - Danilo, Uendel e Elias foram capitães três vezes, Felipe e Rodriguinho duas e até Edilson, que já saiu, foi uma. Tite gosta de promover rodízio da braçadeira.

Walter e Danilo
Meia, à frente, não joga há quase um mês (Foto: Agência Corinthians)