Gabriel Carneiro
17/08/2017
07:00
São Paulo (SP)

Há uma diferença entre os termos "desarme" e "interceptação" no futebol. Ambos são sustentados em recuperar a posse de bola durante o jogo, mas de formas diferentes: no primeiro, é simplesmente tirar a bola do adversário, e no outro é impedir que ela seja passada de um jogador rival a outro. A diferença entre os dois termos é justamente um dos segredos da boa fase do volante Gabriel pelo Corinthians. São 47 jogos no ano e titularidade incontestável.

Ao longo deste ano e também em comparação às duas últimas temporadas, quando defendeu o Palmeiras, Gabriel tem evoluído sob o comando de Fábio Carille. São cada vez menos faltas e cartões amarelos recebidos, a ponto de a última punição de um jogador com fama de violento ter sido em 22 de junho, há quase dois meses, em partida contra o Bahia. A fama não é mais tão justa...

- Isso se deve à parte física e ao posicionamento nos treinamentos - disse, em entrevista recente, o volante do Corinthians, que já não recebe cartões há 12 partidas nesta temporada.

O posicionamento a que se refere Gabriel é uma novidade que ele encontrou no Corinthians em relação ao que fazia no Palmeiras. Em vez da marcação individual dos tempos de Marcelo Oliveira e Cuca, o volante trabalha hoje em um sistema de marcação por zona com Carille, com controle de espaços, posicionamento mais qualificado e cortando as linhas de passe do adversário. Em resumo: Gabriel não precisa mais dar tantos botes, então faz menos faltas e recebe menos cartões amarelos. Em vez de brigar pela bola, ele chega antes.

No ano, Gabriel soma 47 jogos, com 82 faltas (média de 1,7 por jogo), 14 cartões (sendo 12 amarelos e dois vermelhos) e 116 desarmes (2,4 por jogo, em média, somando interceptações e recuperações com contato). Ele também já soma um título, do Paulistão, e está à caça de outros dois, que são a Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro. O Pitbull está manso. E melhor!