Gabriel Carneiro
11/08/2017
12:58
São Paulo (SP)

A consolidação de uma filosofia de jogo com foco no aspecto defensivo há quase dez anos fez do Corinthians o clube brasileiro mais campeão da década e gerou, nesta sexta-feira, comparações com grandes clubes europeus, como Barcelona e Real Madrid, da Espanha, e Chelsea, da Inglaterra. O responsável pela analogia foi o lateral-direito Fagner, titular da equipe desde 2014 e peça primordial na campanha invicta do primeiro turno do Brasileirão. 

- O legal é que o Corinthians se tornou um exemplo no Brasil. Você vê clubes europeus e eles têm filosofia, os jogadores que se adaptam, Chelsea, Barcelona, Real Madrid. Aqui o Corinthians já tem isso, o que o torna um clube vencedor. Todo atleta que vem e entende a filosofia tende a dar certo. São anos trabalhando para ter um padrão e conquistar títulos - diz o camisa 23, que vê a presença de Tite, ex-técnico do Corinthians, no comando da Seleção, como um facilitador em sua trajetória rumo à Copa do Mundo de 2018.

- Você já tem uma ideia de como se trabalha lá (na Seleção) e como se trabalha aqui (no Corinthians), então tem a repetição diária. E quando vai atuar você tem automatizado, isso ajuda bastante. Acredito que o futebol seja muito a repetição.

Fagner entrou em campo 38 vezes pelo Corinthians na temporada, todas como titular, e contribuiu com seis assistências. Ele soma 208 partidas pelo clube e é um jogador cada vez mais consolidado na Seleção Brasileira, em que foi convocado em todas as listas do técnico Tite e se firmou como reserva imediato de Daniel Alves e concorrente de Danilo e Rafinha, citados pelo treinador na última convocação. O corintiano ainda não vê sua vaga na Rússia garantida.

- Não me sinto na Copa ainda, tem algumas convocações antes. Tenho de seguir me dedicando. Só na última você pode se sentir ali dentro. Quando não, é seguir mostrando. (Citação a Danilo e Rafinha) Demonstra que todos têm condição e podem estar lá. Se quem estiver lá não se dedicar, buscar evoluir e estiver bem, os outros estão sendo observados. Eu acho interessante isso, porque ele motiva quem está lá e motiva quem não está a ter sua oportunidade - relata o lateral-direito do Corinthians.