Gabriel Carneiro
18/11/2016
17:58
São Paulo (SP)

Incomodado com o atraso de quase duas semanas no pagamento dos salários dos jogadores, o lateral-direito Fagner cobrou a realização de uma reunião entre elenco e diretoria para esclarecimentos sobre o assunto. Apesar de dizer mais de uma vez em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira que o time precisa deixar esses problemas de lado na reta final do Brasileirão, o camisa 23 não escondeu insatisfação com o problema e revelou que partiu dele a procura por explicações.

- Não é fácil, né? A gente sabe que há muito tempo isso não acontecia aqui, mas desta vez foi um fato que aconteceu. A gente vai tentar deixar isso de lado para que a diretoria resolva o quanto antes e fazer nosso papel dentro de campo para que as vitórias aconteçam - disse o jogador, antes de esclarecer o tempo do atraso no pagamento e as consequências disso:

- Conversando com a maioria dos atletas o salário de novembro não foi pago ainda. Espero que isso seja resolvido. Com os atletas ninguém falou nada, só eu mandei mensagem para o Alessandro (Nunes, gerente de futebol do Corinthians) e ele disse que seria resolvido nos próximos dias. Até vimos se dava para conversar com eles hoje (sexta-feira) e ter uma posição definitiva para passarem alguma coisa - esclareceu.

O Corinthians não pagou o salário relativo a outubro de boa parte dos jogadores das equipes de base e elenco principal. Os pagamentos deveriam ter sido feitos até o dia 7, quinto dia útil do mês corrente, mas isso não ocorreu. Houve uma promessa de pagamento para segunda-feira (14/11) e outra para quinta-feira (17/11), mas novamente nada foi feito. O Corinthians confirmou o atraso em nota oficial: "Em razão do não recebimento de créditos que já deveriam ter sido pagos, houve um descompasso no fluxo de caixa do clube".

O Corinthians também havia enfrentado problemas com atrasos salariais no ano passado, mas Fagner não comparou os dois quadros.

- A comparação é difícil de fazer. Era outro grupo, situações diferentes. Esse ano foi complicado por todo mundo que saiu, tivemos que refazer o time duas vezes, saíram jogadores, chegaram, pressão é grande. Um clube como o Corinthians precisa estar sempre lá em cima, é fato. Mas com relação a salário tem que ser resolvido lá dentro, o pessoal está se empenhando para resolver o quanto antes. Nós temos que fazer nosso trabalho em campo.