Elenco do Corinthians, em treinamento no CT Joaquim Grava (Foto: Daniel Augusto Jr)

Elenco do Corinthians, em treinamento no CT Joaquim Grava (Foto: Daniel Augusto Jr)

Bruno Cassucci
23/06/2016
16:06
São Paulo (SP)

O elenco do Corinthians não é pequeno como afirmou Cristóvão Borges na última quarta-feira, após derrota para o Atlético-MG na estreia. Atualmente, 32 atletas estão à disposição do treinador (incluindo Matheus Pereira, que em breve se apresentará à Juventus, da Itália). 

Isso não quer dizer que o comandante alvinegro não esteja certo ao pedir reforços. Contudo, o problema é outro: o grupo é desequilibrado.

A situação do ataque corintiano evidencia isso. Enquanto há diversos jogadores que atuam pelas beiradas (Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Romero, Lucca, Marlone e Rildo) e disputam duas posições, André e Luciano são as opções para de referência na área - além de Isaac, que desde o ano passado está no clube e nunca jogou.

Veja o Palmeiras, apontado por muitos como exemplo de elenco inchado. No momento, Cuca conta com 34 atletas, só dois a mais do que Cristóvão. Ou seja, pode faltar qualidade e alternativas, mas não quantidade ao Timão.

Há um outro componente nesta história, que foge ao alcance de diretoria e comissão técnica do Corinthians: azar. Atualmente há nove jogadores no departamento médico. Não há bom elenco que não sinta.

Inchar o grupo - e a folha salarial - não é o melhor caminho a seguir. Isso poderia inclusive dificultar o trabalho de Cristóvão neste início. Afinal, como organizar treinos ou conhecer em detalhes quase 40 atletas?

Sim, é necessário contratar, mas pouco. Seria muito mais interessante observar e utilizar a base. A decisão de chamar Léo Príncipe de volta após a liberação de Edílson, por exemplo, foi um acerto. Ao invés de cogitarem a chegada de um novo volante, por que não apostar em Maycon? Que tal relacionar Isaac para ao menos um jogo? Tão vitoriosa, a base não pode solucionar os problemas do Corinthians? Cristóvão tem a chance de responder.