Elenco do Corinthians, e Tite ajoelhado, em vestiário (Foto: Daniel Augusto Jr)

Elenco do Corinthians, e Tite ajoelhado, em vestiário (Foto: Daniel Augusto Jr)

Bruno Cassucci
24/01/2016
08:50
Enviado especial a Fort Lauderdale (EUA)

O clima de incerteza ainda paira sobre o Corinthians, mas a equipe volta ao Brasil após 11 dias de treinos e jogos nos Estados Unidos sob menos turbulência do que quando viajou à Florida. Neste período, a permanência de Cássio foi definida, a saída de Gil decretada, os remanescentes se uniram e o técnico Tite chegou até a ficar mais confiante, embora não esconda a preocupação.

Em todas as entrevistas concedidas em 2016, todas no exterior, o comandante alvinegro apontou as dificuldades que terá para remontar a equipe e a necessidade de contar com reforços. Ele pediu paciência da torcida, declarou não ser mágico, mas se despediu dos EUA com um discurso otimista. Questionado se retornava a São Paulo mais confiante do que antes da viagem ao exterior, ele disse:

- Sim, mesmo com os reflexos de todas as saídas. Estou recolhendo os cacos, mas confiante das respostas do grupo, dos aspectos individuais, dos dois bons jogos... Mesmo tendo perdido para o Atlético-MG. O jogo contra o Shakhtar Donetsk (UCR) deu uma consistência grande à equipe.

Se Tite está mais confiante, o grupo está mais unido. As quase duas semanas de concentração serviram para aproximar ainda mais os atletas e integrar os cinco reforços que viajaram aos EUA: Alan Mineiro, Douglas, Marlone, Moisés e Vilson.

Se fora de campo as incertezas continuam, inclusive com Tite afirmando que teme perder mais atletas, dentro das quatro linhas o Timão provou que a equipe hexacampeã nacional não foi completamente desfeita. Afinal, perdeu para o Atlético-MG tendo boas chances, venceu o Shakhtar e ainda fez testes no empate sem gols contra o Fort Lauderdale Strikers.

A temporada oficial corintiana começa no próximo domingo, quando o clube estreia no Paulistão, diante do XV de Piracicaba, na Arena.