Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
02/11/2016
10:08
São Paulo (SP)

O sucesso da contratação de Ronaldo Fenômeno, no fim de 2008, inspira o Corinthians até hoje. Novo diretor de futebol do clube, Flávio Adauto, vê o negócio de quase oito anos atrás como um exemplo de "loucura" que o Timão deve fazer na busca por reforços.

Ao LANCE!, Adauto disse ser difícil encontrar um outro nome de impacto em campo e também em resultados comerciais. Quando questionado sobre Carlos Tévez, outro ídolo da Fiel torcida, hoje no Boca Juniors (ARG), o diretor de futebol lembrou que teve um atrito com o argentino em 2006.

- Fui em quem o afastou. Ele e Mascherano. Os dois se negaram a prosseguir, conversei com o Leão e dispensei em entrevista. Eles estavam na concentração e queriam ir embora para Buenos Aires, que teriam que se apresentar à seleção. Milonga de argentino. Eu respondi que não, que eles precisavam jogar contra o Grêmio e pronto. Eles jogaram, o Tévez puto da vida fez o gol da vitória e pronto. Não é que eles queriam ir embora. É que o tempo deles no Corinthians era curto, só de passagem - declarou.

Um astro do campo e também do marketing que está livre no mercado é Ronaldinho Gaúcho, que encaminha sua carreira para o fim.  Adauto, porém, não se empolga com o pentacampeão.

- Não sei (se é viável). O Fenômeno sempre mostrou que queria provar que podia jogar, mesmo com todos os problemas físicos. O outro Ronaldo não chegou nesse ponto. Antes de parar o Fenômeno queria fazer algo mais na vida, tinha uma meta. Apesar de ter uma idade ele chegou com esse pensamento e enquanto se dedicou foi fantástico. Mas chegou um momento em que cansou. Agora um cara que tem disposição de jogar vai até 37, 38, e hoje vi isso no Danilo, ele disse que não aguentava mais ouvir música, ver jornal e o tempo não passava. Eu entendo. Apesar de ser um cara rodado ele quer jogar, quer mostrar - opinou o dirigente, antes de explicar melhor o tipo de "loucura" que gostaria de fazer: 

- Uma loucura seria um cara com investimento mais pesado de mídia e marketing, mas que desse retorno. E eu não estou vendo esse potencial - finalizou.