Bruno Cassucci
14/11/2016
08:14
São Paulo (SP)

Oswaldo de Oliveira completa hoje um mês no comando do Corinthians sem muitos motivos para comemorar. Desde que ele chegou, o clube foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, não conseguiu entrar no G6 do Brasileirão e ainda foi goleado pelo rival São Paulo por 4 a 0 na última semana.

Se a primeira impressão é a que fica, o treinador precisa urgentemente melhorar a sua imagem com a Fiel. Em cinco jogos, ele venceu apenas um, empatou dois e perdeu outros dois. O aproveitamento é de 33% dos pontos disputados, pior início de um técnico do Timão desde 2007, quando Nelsinho Baptista teve desempenho igual nas primeiras cinco partidas. Na sequência, ele não conseguiu evitar o rebaixamento para o Brasileiro da Série B.

Depois, quatro treinadores comandaram o Corinthians, todos com números melhores após cinco partidas: Mano Menezes (53,3% e 40%), Adilson Batista (46,6%), Tite (86,6% e 80%) e Cristóvão Borges (80%).

Indagado sobre os números ruins, Oswaldo minimizou:

– A mim não incomoda nada, sinceramente. Estou aqui para trabalhar e não fazer milagre, tirar leite da pedra não existe – disse, sexta-feira.

Porém, mesmo com contrato até o fim de 2017, o treinador sabe da pressão no clube. Ficar fora da Libertadores do próximo ano aumentará ainda mais a turbulência vivida no clube. Por isso, as quatro rodadas finais do Brasileirão são tratadas como finais por jogadores, comissão técnica e diretoria do Corinthians. Oswaldo mostra confiança:

– Cheguei na final de todos campeonatos estaduais que disputei desde a volta do Japão, fui eleito melhor técnico em três dos quatro campeonatos. Se meu trabalho não foi bom, por que fui eleito melhor treinador do Paulista por Santos e Palmeiras? Por que consegui no Botafogo? Porque foram dois anos de trabalho, revelação de jogadores, um projeto de longo prazo. Por isso não me aterrorizo com os resultados que o Corinthians tem conseguido até agora [...] Se me derem tempo para trabalhar, pode ter certeza que vai acontecer.

Começo dos técnicos



- Nelsinho Baptista
Assumiu em situação delicada e não evitou queda para a Série B. Nos primeiros cinco jogos só venceu um, tendo dois empates e duas derrotas.

- Mano Menezes
Teve inícios medianos nas duas passagens. Em 2008, perdeu um de cinco jogos e ganhou 53% dos pontos. Em 2013 venceu duas e perdeu três: 40% de média.

- Adilson Batista
Em 2010, teve passagem curta e apagada pelo Timão. Começo teve duas vitórias, duas derrotas e um empate, 46,6% dos pontos.

- Tite
Teve início espetacular nas duas últimas passagens. Em 2015 ganhou quatro de cinco jogos. Já em 2011 não perdeu e teve 86,6% de aproveitamento.

- Cristóvão Borges
Embora não tenha ido bem no geral, início animou. Contratado em junho deste ano, perdeu na estreia e depois ganhou quatro jogos: 80% de média.

- Oswaldo de Oliveira
Completa um mês no clube hoje. Neste período, só ganhou do América-MG, último do Brasileiro. Perdeu dois e empatou outros dois jogos que fez.