Tite - Corinthians

Tite tem dificuldades pela frente, mas já mostrou que pode superá-las (Foto: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA)

Bruno Cassucci e Rodrigo Vessoni
10/01/2016
07:05
São Paulo (SP)

Preocupação, incerteza e também motivação. Em meio à debandada de jogadores enfrentada pelo Corinthians, o técnico Tite vive um misto de sentimentos e se prepara para o seu quarto grande desafio à frente do Timão.

Em sua primeira passagem pelo Parque São Jorge, em 2004, a missão era livrar a equipe do rebaixamento. Ele não só conseguiu, como terminou o Brasileirão em quinto lugar. Depois, em 2010, a tarefa era recolocar o Corinthians na briga pelo título brasileiro. Mesmo invicto em oito jogos, o treinador “bateu na trave”, ficando em terceiro. Já no ano passado, o objetivo novamente foi atingido: Tite voltou ao Timão, armou equipe letal e encantadora e faturou o hexa brasileiro.

Agora o objetivo não é dos mais simples mais uma vez. Tite já perdeu quatro de seus principais titulares – Jadson, Ralf, Renato Augusto e Vagner Love – e terá pouco mais de um mês antes da estreia na Copa Libertadores para remontar o Corinthians. E isso contando ainda com a possibilidade de perder mais atletas, como Cássio, Elias e Gil, na mira de Besiktas (TUR), Hebei China Fortune e Shandong Luneng (CHN), respectivamente.

Para ter êxito novamente, o técnico aposta em seu trabalho, mas também cobra a diretoria por rápidas reposições dos que saíram. Até o momento, cinco reforços chegaram, mas o Corinthians trabalha por mais e melhores contratações.

A qualidade perdida pode ser reposta, mesmo que não seja fácil, mas o entrosamento demora. Tite deixou isso claro em entrevista ao LANCE! no fim do ano passado.

– Hoje a equipe está mais madura para lidar com as adversidades, porque jogou jogos importantes e fundamentais. Se perdermos jogadores, daremos passos para trás.

Tudo isso faz o quarto desafio ser também um dos mais difíceis. Tite vai conseguir superá-lo?

- Os quatro desafios de Tite no Corinthians

2004
Chega em maio, no lugar de Oswaldo de Oliveira, com o time em péssima fase. Equipe chega a entrar na zona de rebaixamento. Porém, após arrancada, Timão termina o Brasileiro em quinto.

2010
Substitui Adilson Baptista com a missão de recolocar o Corinthians na briga pelo título brasileiro. Ganha cinco jogos, tem três empates e termina o ano invicto, mas fica em terceiro.

2015
Volta ao clube na vaga de Mano Menezes e em pouco tempo faz o time jogar bem. Contudo, cai no Paulista e na Libertadores e perde jogadores importantes. Mesmo assim, é hexa brasileiro.

2016
Tem agora o desafio de reconstruir o time, que já perdeu quatro titulares (Jadson, Ralf, Renato Augusto e Vagner Love) e ainda corre o risco de mais baixas. Libertadores é o maior objetivo.