Malcom recebendo instruções do técnico Tite, nos Estados Unidos (Foto: Daniel Augusto Jr)

Malcom recebendo instruções do técnico Tite, nos Estados Unidos (Foto: Daniel Augusto Jr)

Bruno Cassucci
17/01/2016
07:30
Enviado especial a Orlando (EUA)

Malcom reencontrará neste domingo, às 17h (de Brasília), o adversário contra o qual fez os jogos mais importantes da carreira. Carrasco do Atlético-MG em 2015, o atacante fez gol e teve grande atuação nos dois jogos do Brasileirão. No primeiro, na Arena, além de garantir a vitória por 1 a 0, aliviou a pressão após a denúncia de fraude na obtenção de sua carteira de motorista. No segundo, abriu caminho para o triunfo por 3 a 0 e praticamente garantiu o hexacampeonato nacional.

O jovem de 18 anos acredita que, além de muito treinamento, concentração e uma pitada de sorte, contou com uma força especial para “assar” o Galo. E ele recorrerá a ela novamente desta vez, na estreia da Florida Cup, em Boca Raton.

– Em alguns jogos anteriores eu não vinha bem, a bola não estava entrando. Então, dois ou três dias antes do jogo fui na casa da minha avó almoçar. Minha família é corintiana e estava falando muito sobre eu fazer gols nesta partida. Eu falei para minha avó: “Ore para eu ser decisivo no domingo. Preciso ir bem”. Ela orou, deu tudo certo, e depois fui agradecê-la. Sempre que peço para ela orar por algo, acontece. No primeiro jogo contra o Atlético-MG estava acontecendo aquelas coisas da CNH, ela orou, e deu certo. Vou pedir para ela orar novamente para eu fazer novamente um gol contra o Atlético-MG – disse o garoto, em entrevista ao LANCE!.

Se a bola entrar, será o primeiro passo para Malcom atingir a meta que estipulou para 2016, ano que ele acredita que será o melhor de sua carreira desde que subiu para o profissional, em 2014. O atacante quer dobrar o número de gols da última temporada, quando fez oito.

– Fiz muito pouco para um atacante. Essa meta será cumprida. Vou trabalhar firme para isso. Em 2014 foi a adaptação, em 2015 me firmei, e agora espero estourar!

- Sonho realizado em Orlando
Malcom revelou ao LANCE! estar realizando um sonho na pré-temporada nos Estados Unidos. De origem humilde, o garoto desejava quando criança conhecer a Disney e os Estados Unidos. Isso não foi possível ano passado, quando o Timão também disputou a Florida Cup, já que ele disputou o Sul-Americano Sub-20 com a Selação no mesmo período.

- Até comentei com o (Guilherme) Arana que minha mãe sempre falava do sonho de conhecer a Disney, mas a gente não tinha condições. Eu também falava com o Arana, pois nossas famílias eram próximas. E ele comentou: "Lembra, neguinho, que a gente falava do sonho de conhecer Disney, Miami, Estados Unidos...?" A gente não tinha condição nem de fazer churrasco, cada um levava uma coisa, e hoje realizamos nosso sonho juntos. Isso é uma grande satisfação, crescemos juntos, sofremos juntos... Pra mim é sensacional estar com ele nesse momento - disse Malcom.

Entretanto, com a rotina de treinamentos, ele ainda não teve tempo de passear por Orlando e seus parques temáticos.

Quando tiver folga, contudo, o jogador já sabe o que fará:

- Vou procurar comprar bastante coisa, minha família já mandou uma lista de pedidos (risos).

- Bate-bola com Malcom, atacante do Corinthians, em entrevista ao LANCE!:

Além de dobrar o número de gols de 2015, qual o seu outro grande sonho para esta temporada?
Todo garoto sonha com Olimpíada, comigo não é diferente, pretendo vestir a Amarelinha. Quem sabe não aparece outra oportunidade?

Como viu a saída de tantos jogadores da equipe no início do ano?
Pelo trabalho que a gente fez durante 2015, era difícil não ter ninguém com chance de ir embora. Foi um trabalho excelente, de grupo. Espero que ninguém saia mais, mas mesmo saindo e entrando peças você vai poder reparar que o Corinthians continuará com o mesmo estilo de jogo, atacando com qualidade, sempre mantendo a posse de bola no meio de campo, triangulando... e alegre como foi no ano passado.

Quais as lembranças que guarda dos jogos contra o Atlético-MG?
O primeiro foi importante, mas não tanto quanto o segundo, quando, se ganhássemos, ficaríamos com a mão na taça. Foi o jogo mais importante da minha carreira, joguei muito mesmo.