LANCE!
29/10/2017
19:50
São Paulo (SP)

Derrotado em três dos últimos quatro jogos, o Corinthians dá cada vez menos sinais de reação restando sete rodadas para terminar o campeonato que ainda lidera (pode ter a vantagem diminuída para três pontos ao fim da rodada). Porém, o técnico Fábio Carille defende o time e ainda acredita que merece ser campeão. O mérito, na opinião do treinador, se deve à regularidade do primeiro turno, no qual o Timão não foi derrotado nenhuma vez.

- Merece, quem está lá na frente? Não existem primeiro ou segundo turno, são 38 jogos. Quem for melhor nos 38 jogos é o campeão brasileiro. Os jogadores entraram no vestiário de cabeça erguida porque lutou muito. Não lembro de uma defesa do Cássio no segundo tempo. Triste pelo resultado, mas feliz pelo desempenho - disse o treinador, que demonstrou irritação com algumas perguntas durante a entrevista coletiva.

Carille se irritou quando confrontado com novo questionamento sobre a má fase de Jadson e Rodriguinho ("se vocês prestarem atenção na coletiva verão que eu tenho falado disso, mas de vários jogadores"), sobre a felicidade no primeiro turno ter virado pressão na segunda metade ("meu ano ainda está sendo maravilhoso") e especialmente sobre uma pergunta sobre o time ter ficado "pilhado" durante a partida em Campinas.

- O que é jogador pilhado? No jogo de hoje, isso não existiu. Não é nem falar que discordo da sua opinião, é que ela está errada. Você não pegou a minha coletiva inteira, mas da próxima vez você precisa ver o jogo para fazer perguntas.

O técnico, apesar da derrota para a Ponte Preta, em Campinas, neste domingo, acredita que o Corinthians jogou bem e só não obteve um placar diferente graças ao goleiro Aranha.

- O Aranha fez boas defesas, mais importante do que finalizar, é acertar o gol. O Aranha foi muito feliz. O que me deixa mais contente nesse momento é que o rendimento da equipe foi bom. Duro é perder não jogando bem. Deixei a equipe mais ofensiva e criamos oportunidades com as mudanças. Infelizmente não fizemos o gol.


Logo no intervalo, já que terminou o primeiro tempo perdendo, Carille sacou o volante Gabriel e colocou Clayson aberto pelo lado esquerdo. O Timão teve mais posse de bola e passou a ficar mais próximo da área.

A atuação do "talismã" agradou ao chefe, mesmo sem ter balançado as redes. Agora, o atacante definitivamente briga por uma vaga entre os titulares.

- Essa possibilidade existe (de Clayson ser titular). Estamos satisfeitos com ele e pode acontecer. Está merecendo, mas a gente tem estratégia. Quem decido o jogo são 14 jogadores, os 11 que iniciam e os três que entram em campo. Muitas vezes usamos ele numa peça que não funciona muito bem. Se a gente vira o jogo 0 a 0, poderia fazer a troca direta pelo Romero, mas como virou 1 a 0, decidi deixar o time mais ofensivo - concluiu.