Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
13/12/2016
17:46
São Paulo (SP)

Contratado pelo Corinthians há dois meses e comandante nas nove partidas finais de 2016, Oswaldo de Oliveira será mantido pelo clube mesmo sem ter alcançado os objetivos da temporada e sob forte resistência de oposicionistas e até mesmo aliados do presidente Roberto de Andrade. Ele tem contrato até dezembro do próximo ano.

Desde o fim do Brasileirão, diversas reuniões e movimentações de bastidores aumentaram a pressão e deixaram a permanência do treinador - antes garantida - como uma indefinição para 2017. Neste momento, porém, a possibilidade de mudança no comando é tratada pela diretoria como impraticável.

Segundo o LANCE! apurou, a definição interna em nome da permanência de Oswaldo é tão forte que já há reuniões agendadas para esta semana, quando serão definidos detalhes do planejamento da próxima temporada. Há assuntos ainda pendentes na programação, como a participação na Florida Cup, a integração de garotos das categorias de base na pré-temporada e a busca por reforços a serem anunciados antes da reapresentação, no dia 7 de janeiro.

Oswaldo foi contratado pelo Corinthians à revelia de boa parte dos dirigentes, inclusive o diretor-adjunto de futebol Eduardo Ferreira, que pediu demissão no mesmo dia da chegada do treinador. A decisão pessoal do presidente Roberto de Andrade desagradou parte da cúpula, que voltou a fazer pressão contra o nome do técnico após o fim do Brasileirão sem vaga na Libertadores de 2017.

Em nove partidas no comando do Timão nesta temporada foram apenas duas vitórias, quatro empates e três derrotas, com 11 gols marcados e 15 gols sofridos. Oswaldo assumiu o clube na sétima posição e terminou o Brasileirão sem subir uma única colocação.

O treinador está na terceira passagem pelo Parque São Jorge e acumula 123 partidas no total, além de três títulos (Paulistão e Brasileirão de 1999 e o Mundial de Clubes de 2000).