Gabriel Carneiro
19/12/2016
06:30
São Paulo (SP)

Desde que foi campeão brasileiro em 2015, o Corinthians vive um constante processo de desmanche e reformulação. Segundo jogadores, treinadores e dirigentes, as mudanças no elenco foram a principal causa de uma temporada bem abaixo das expectativas, sem a conquista nem sequer de uma vaga na Libertadores de 2017. E para quem achava tudo calmo demais, a tormenta pode voltar: alguns jogadores que terminaram o ano como titulares do Timão têm sido assediados por clubes do Brasil e de fora e podem sair nesta janela.

A principal novidade que chegou aos ouvidos dos dirigentes do Corinthians nesta semana foi uma sondagem do Atlético-MG pelo meia Marlone. Herdeiro da camisa 8 de Renato Augusto e contratado pelo Timão no início de 2016, o jogador de 24 anos foi procurado pelo clube mineiro, que está disposto a fazer negócio para tê-lo na Libertadores. O desejo do Galo é avançar as conversas nesta semana e saber o que o Corinthians espera pela liberação - em dezembro do ano passado, o Timão pagou R$ 4 milhões por 50% dos direitos econômicos.

Marlone não é o único nome que deve movimentar o vaivém do Corinthians neste fim de ano. Os representantes do zagueiro Balbuena asseguraram ao clube brasileiro que o Boca Juniors (ARG) deve realizar uma investida nos próximos dias. O paraguaio é observado pelos argentinos desde que atuava pelo Libertad (PAR), mas naquela oportunidade o Timão foi mais rápido e comprou 100% dos direitos do jogador da seleção local por cerca de R$ 6 milhões.

Outro que espera proposta neste fim de ano é o meia Rodriguinho, que acabou virando um dos destaques da equipe. No meio do ano, ele já havia recebido oferta do Fenerbahce (TUR) e foi sondado pelo Besiktas, do mesmo país. Os contatos foram retomados e há expectativa de apresentação de proposta.

De Balbuena a Marlone, passando por Rodriguinho, o Corinthians tenta segurar seus titulares, mas sabe que a missão não será fácil. O clube está fora da vitrine que é a Libertadores, está sem técnico, vive grave crise política e recentemente atrasou o pagamento de salários, o que ocasionou perda de credibilidade nos bastidores. O fim de ano, definitivamente, não será fácil.