Corinthians x Palmeiras

Heber Roberto Lopes não relatou o confronto com a PM na súmula do Dérbi (Foto: Marcello Zambrana/AGIF)

LANCE!
17/09/2016
21:18
São Paulo (SP)

O Dérbi pode seguir causando prejuízos ao Corinthians. Após a derrota para o maior rival por 2 a 0, o risco de se afastar do G4, a perda da invencibilidade na Arena e a demissão de Cristóvão Borges, alguns atos de seus torcedores, como cusparadas e uso de sinalizadores, podem causar problemas ao clube. O confronto com a PM, porém, não foi informado.

Segundo a súmula publicada pelo árbitro Heber Roberto Lopes, torcedores corintianos fizeram uso de sinalizadores no início do duelo, que foram prontamente apagados após sua indicação. Veja o trecho do documento:

"Durante a execução do Hino Nacional, a torcida localizada no setor norte acendeu diversos sinalizadores, mantendo os mesmos acesos durante toda a execução. Aos dois minutos do primeiro tempo, no setor sul, foram acesos dois sinalizadores, o jogo não chegou a ser paralisado, pois no momento da indicação do árbitro, imediatamente foram apagados"

Mas não foi só, Heber diz ter sido alvo de cuspes por parte da torcida corintiana na saída do gramado. Jogadores do Palmeiras também foram atingidos, de acordo com a súmula:

"Ao final da partida, no túnel de acesso à área mista, diversos torcedores desferiram cusparadas em direção à equipe de arbitragem e aos jogadores da Sociedade Esportiva Palmeiras, ao deixarem o gramado"

Embora não haja relato sobre a briga entre torcedores e a PM, Heber citou a faixa estendida na arquibancada, ato que motivou a discórdia.

"Ao final da partida fui informado pelo Sr. Douglas Perone Kataiama, responsável pela fiscalização da Federação Paulista de Futebol, que torcedores localizados no setor norte do estádio estenderam uma faixa com os seguintes dizeres: 'Gaviões da Fiel', tal faixa permaneceu exposta dos 12 minutos até o final do primeiro tempo da partida"

Com os elementos colocados na súmula, o Corinthians pode ser enquadrado nos artigos 191 e 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê multa ao clube de R$ 100 a R$ 100 mil no artigo 191 e multa de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto de paralisação pelo artigo 206.