Arena Corinthians

Estádio receberá vistoria para apuração de irregularidades nos próximos dias (Foto: LANCE!Press)

LANCE!
03/11/2016
19:22
São Paulo (SP)

Dois dias após as denúncias publicadas pelo jornal "Folha de São Paulo" de que um vazamento de água no subsolo da Arena Corinthians causa risco de grave deslizamento de terra na área externa do estádio, o Ministério Público do Estado de São Paulo por meio da Promotoria de Habitação e Urbanismo emitiu nota oficial dando conta de que fará uma vistoria no estádio do Timão para apurar as possíveis irregularidades.

"A Promotoria de Habitação e Urbanismo, diante da gravidade dos fatos noticiados, com risco à integridade das pessoas que o utilizam, e havendo a necessidade de se verificar se o local reúne condições de segurança para a realização de eventos esportivos e de natureza diversa, bem como a possibilidade do estádio continuar funcionando, determinou a realização de vistoria no local pelo Centro de Apoio Técnico à Execução, esclarecendo que já há inquérito civil em andamento em fase de realização de perícia das condições de infraestrutura do estádio", informou a nota publicada pelo MP-SP.

O Ministério Público fala em "grande vazamento de água", "aparecimento de buracos no piso de estacionamento" e "possibilidade de abalo das arquibancadas e deslizamento de terra na área externa do estádio". Segundo reportagem publicada na terça-feira, um vazamento de mais de dez milhões de litros d'água sob a Arena Corinthians foi descoberto em junho deste ano e causa risco de deslizamento de terra com potencial para atingir a Radial Leste, principal avenida desta região de São Paulo e que passa ao lado da Arena. Por meio de nota oficial, o clube negou risco de deslizamento após entrar em contato com a construtora, que se posicionou sobre esta e outras denúncias, como descolamento de placas e queda de forros.

"O estádio possui alvará de funcionamento e todos os demais laudos de segurança necessários a sua operação, emitidos pelos órgãos públicos que fiscalizam periodicamente as instalações locais, sem apontar nenhuma restrição", disse a construtora Odebrecht.