Bruno Cassucci
07/12/2016
06:55
São Paulo (SP)

Os bastidores do Corinthians seguem quentes. Além do processo de impeachment e a crise política que o clube atravessa, o presidente alvinegro, Roberto de Andrade, está tendo que lidar com diversas críticas ao gerente de futebol Alessandro Nunes.

O ex-lateral-direito vem sendo “fritado” e sabe disso. Porém, o dirigente ouviu que segue prestigiado e será mantido no cargo em 2017.

Os críticos de Alessandro dizem que ele é distante do elenco, o que teria ficado evidente no episódio do atraso de salários, no mês passado. Segundo as reclamações, o executivo demorou a sse posicionar e esclarecer a situação com os jogadores. O gerente de futebol também seria lento e pouco experiente nas negociações por reforços.

Outro acusação ouvida por Roberto de Andrade é de que Alessandro seria orientado pelo seu antecessor no cargo, Edu Gaspar, que deixou o Corinthians no meio do ano junto com Tite para trabalhar como chefe de seleções da CBF.

Edu foi uma espécie de mentor de Alessandro no Corinthians. Desde que se aposentou como jogador, no fim de 2013, o ex-lateral passou a ser orientado pelo amigo. Antes de substituir Gaspar, ele ocupava o cargo de coordenador de futebol.

Procurado pela reportagem do LANCE!, Alessandro pediu para não conceder entrevista, mas disse acreditar que tais comentários a seu respeito têm a ver com o momento turbulento vivido pelo Corinthians nos bastidores. O gerente afirmou que mantém ótima relação com jogadores e parceiros do clube e que suas atribuições são apenas referentes ao futebol, não à política do Timão.

O L! também tentou contato com Flávio Adauto, diretor de futebol corintiano e chefe direto de Alessandro no clube, mas não teve êxito.

A reportagem apurou que Roberto de Andrade não pretende ceder às pressões para demitir Alessandro agora, sobretudo porque o momento é decisivo para o planejamento alvinegro para 2017. Trocar o comando do futebol neste momento poderia prejudicar a formação do elenco para a próxima temporada, principalmente porque Flávio Adauto está há pouco mais de um mês no cargo de diretor e o presidente corintiano tem outras diversas questões para lidar.