Luiza Sá
11/07/2018
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Superioridade, eficiência e segurança. Esses foram os principais elementos que levaram a França a mais uma final de Copa do Mundo, a terceira em sua história. A vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica mostrou que a falta de experiência não pesou e, principalmente, que a defesa francesa resolve jogo.

Quando se pensava no time francês antes do Mundial, logo vinham nomes como Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Paul Pogba. Porém, de uma forma coletiva, o destaque principal da equipe de Didier Deschamps é a defesa. Com nomes contestados antes da competição, formou-se uma fortaleza que também chega bem ao ataque para decidir.

A começar por Hugo Lloris. Goleiro e capitão da equipe, ele foi muito questionado pela imprensa local antes da Copa, principalmente após as falhas em amistosos de preparação. No entanto, o jogador se impôs como um dos mais consistentes e, mesmo que seja dos mais exigidos, passou segurança.

O principal destaque está na zaga. Se Raphael Varane e Samuel Umtiti carregavam consigo uma dúvida por normalmente seguirem as ordens de Sergio Ramos e Gerard Piqué, agora eles provaram que são parte essencial em seus clubes. Juntos, os dois têm consistência defensiva, cobrindo os erros dos companheiros e até deles mesmos. Além disso, cada um fez um gol na competição.

Na lateral-direita, Benjamin Pavard vem em evolução. Se nos primeiros jogos ele se mostrou quase apavorado, seu rendimento foi melhorando duelo a duelo. Esse desenvolvimento foi premiado com o golaço contra a Argentina, nas oitavas de final, que recolocou a França no jogo. Ele vem mostrando o motivo de ter sido o escolhido de Deschamps, apesar de ter sofrido muito nas mãos de Hazard.

Do outro lado, na lateral-esquerda, Lucas Hernández foi mais uma vez seguro. Fez Kevin De Bruyne sumir na partida e evitou as investidas mais perigosas que complicaram a vida do Brasil nas quartas de final. O jogador do Atlético de Madrid segue firme na briga para ser um dos melhores na posição nesta Copa.