LANCE!
22/08/2017
17:17
Rio de Janeiro (RJ)

Flamengo e Botafogo medem forças nesta quarta-feira pelas semifinais da Copa do Brasil. Em meio a expectativas para saber qual herói fará a diferença no Maracanã, torcedores também torcem para que não entrem vilões no caminho da classificação.

De Gonçalves a Márcio Theodoro, alguns nomes doem na memória de flamenguistas e botafoguenses ao serem lembrados. 

LANCE! preparou uma lista com alguns vilões deste clássico. Confira!

Gonçalves (Flamengo)

Em 7 de maio de 1989, Flamengo e Botafogo se enfrentaram pela Taça Rio. Uma vitória rubro-negra deixaria o Alvinegro praticamente sem chances de seguir na luta pelo título estadual. Campeão da Taça Guanabara, o time da Gávea vencia por 3 a 1 até 35 minutos da etapa final.  Aos 36, o jovem zagueiro Gonçalves, então no Flamengo com 23 anos, atrasou sem olhar a bola para Zé Carlos. O goleiro estava adiantado e acabou encoberto. A bola morreu mansamente no canto esquerdo. A jogada animou o Botafogo, que se lançou ao ataque e conseguiu o empate aos 42 minutos, com um gol do ex-flamenguista Vítor. Com o ponto conquistado diante do principal adversário pelo título, o Alvinegro manteve a invencibilidade no Estadual e dali partiu para a conquista da Taça Rio e do tão sonhado Estadual, após 21 anos. Derrotando exatamente o Flamengo na decisão.


Renato Gaúcho (Botafogo)

Após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo na primeira partida da decisão do Campeonato Brasileiro de 1992, Renato Gaúcho, então jogador do Botafogo, ofereceu um churrasco ao amigo rubro-negro Gaúcho. Caiu em desgraça junto à torcida alvinegra. Acabou afastado pela diretoria do clube.

Márcio Theodoro (Botafogo)

Na decisão da Taça Guanabara de 1995, o zagueiro havia falhado ao recuar a bola para o goleiro Wagner, e o lance definiu a vitória do Flamengo: a bola foi parar nos pés de Romário, que não perdoou e fez 3 a 2, na reta final do segundo tempo. O Alvinegro havia empatado a partida – o arquirrival chegou a abrir 2 a 0 – e pressionava, mas o lance acabou com a chance de uma nova reação. O defensor alvinegro ficaria marcado pelo erro, e seu nome, atrelado ao jogo mesmo depois de 20 anos.
 
Mancuso (Flamengo)

Com o Botafogo já classificado para a final do primeiro turno da Taça Guanabara, Joel Santana escalou um time inteiro de reservas contra o Flamengo, que se apresentou escalado com a sua força máxima. O Botafogo venceu por 1 a 0, com um gol de Renato Carioca. Nesse jogo em que os reservas derrotaram o Flamengo, até o técnico era ‘reserva’. Na verdade, Joel acompanhou o jogo das cabines e foi o seu auxiliar, Valinhos, que ocupou o banco à beira do campo. O Flamengo, dirigido por Júnior, precisava apenas do empate para chegar à decisão contra o próprio Botafogo. Os próprios botafoguenses não acreditavam no jogo, apresentando-se apenas dois mil adeptos contra 15 mil do Flamengo, que partilhavam uma grande certeza de o clube ser finalista. até que Mancuso deu uma cotovelada em Zé Carlos e foi expulso, já que tinha sido advertido com cartão amarelo antes, por ofender o árbitro.


Max (Botafogo)

Depois de estar perdendo por dois gols, o Flamengo conseguiu arrancar um empate por 2 a 2 com o Botafogo, no Maracanã, pelo primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca de 2007. Na etapa final, o goleiro Julio Cesar foi expulso ao cometer pênalti em Renato, que cobrou e diminuiu. Depois, o time rubro-negro contou com a falha de Max e o oportunismo de Souza para deixar tudo igual.

Emerson (Botafogo)


O zagueiro alvinegro teve a infelicidade de chutar a bola contra a própria meta e marcar o gol que assegurou o título da Taça Rio de 2009 para o Flamengo.
Emerson voltaria a se tornar protagonista do clássico. Numa partida aberta e com muitas alternativas, os times empataram por 2 a 2, na primeira partida da final do Campeonato Carioca. O Alvinegro saiu atrás do placar, virou, mas o Rubro-Negro igualou o resultado no fim, depois que o zagueiro Emerson desviou a bola no gol de empate do time comandado por Cuca.

Adriano (Flamengo)

Com a vitória por 2 a 1, no Maracanã, o Botafogo conquistou a Taça Rio. E como também já havia ganhado a Taça Guanabara levantou o troféu sem a necessidade de uma final. Jefferson defendeu um pênalti cobrado por Adriano no segundo tempo, que empataria o jogo em 2 a 2 e prolongaria a disputa do Carioca de 2010. Foi a sua única taça como jogador do Botafogo.