O filme se repete. Só que dessa vez Messi consegue piorar o final. Após empate com o Chile, na decisão por pênaltis o craque desperdiça sua cobrança e perde nova final

Conversas com psicólogo do esporte podem ajudar meia, diz especialista (Foto: NICHOLAS KAMM/AFP)

Eduardo Cillo*
29/06/2016
18:18
Rio de Janeiro (RJ)

A decisão do Messi em se despedir da seleção da Argentina não me parece definitiva, e sim um efeito cumulativo diante da sequência de frustrações em decisões. Trata-se de um jogador que, sempre que é convocado, chega cercado de expectativas, e, nas últimas decisões, viu a albiceleste perder títulos por pouco.

Quando um jogador com tanta visibilidade passa por um abalo muito grande, como desperdiçar um pênalti em uma decisão, são necessários alguns passos para conseguir  sua reação. Além de considerar que este campeonato termina, o atleta precisa admitir o que está sentindo, aceitar as frustrações, entender que elas são um passo em sua carreira e deve encarar novos desafios na Argentina.

Neste momento, o psicólogo de esporte tem de recorrer à velha conversa para ajudar Messi. Assim, o meia poderá desabafar, para dar uma ideia do peso deste desconforto e preparar para enfrentar na prática. Afinal, Messi é um jogador com muitos títulos em seu currículo pelo Barcelona e muitos prêmios individuais.

Este trabalho contribui para fazer com que o jogador tenha confiança de encarar desafios importantes, mas que não têm o mesmo peso de uma decisão de campeonato. No caso do Messi, a Argentina terá pelo caminho a caminhada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

A atenção a apelos das redes sociais também pode ser fundamental para voltar a motivar Messi. Com a ajuda de um clipping feito pelo assessor de imprensa no qual torcedores pedem para que ele siga na seleção, há grande possibilidade de o meia voltar a ter motivação na busca por conquistas.

*Eduardo Cillo é Especialista em Psicologia da Academia LANCE!