Ídolos

Roberto Dinamite  
Para se ter uma idéia do valor de Roberto Dinamite para o Vasco, basta dizer que o craque conseguiu conquistar cinco títulos cariocas (1977, 82, 87, 88 e 92), um título brasileiro (1974) e marcou, em 1121 jogos, 725 gols, destronando do posto de maior artilheiro da história do clube ninguém menos que o lendário Ademir Marques de Menezes. Roberto Dinamite, nascido Carlos Roberto de Oliveira, ganhou este apelido após uma partida entre Vasco e Inter-RS, pelo Campeonato Brasileiro de 1971. Nesta ocasião, Roberto fez um gol chutando com muita força, o que lhe valeu, no dia seguinte, nos jornais da época, a denominação de "Garoto Dinamite". Roberto ficaria fora do Vasco, desde 1971 até 1972, apenas 12 meses: três meses no Barcelona (ESP) em 1980, seis meses na Portuguesa (SP) em 1989, e outros três meses no Campo Grande (RJ), em 1991.
Roberto Dinamite

Moacir Barbosa  
Para muitos, Barbosa foi o maior goleiro da história do Brasil. Dono de uma elasticidade impressionante, Barbosa ficou marcado na história do futebol brasileiro como o goleiro da Seleção vice-campeã mundial em 1950. Muitos, entretanto, o consideram - injustamente - culpado pela derrota frente ao Uruguai por 2 x 1 na final. A injustiça com o grande goleiro foi tão grande que, anos depois, Armando Nogueira escreveu que Barbosa teria sido "a figura mais inustiçada da história do futebol". Barbosa, mesmo com o estigma da Copa de 1950, conquistou seis títulos estaduais pelo Vasco (1945, 47, 49, 50, 52 e 58), além do maior título da história do clube: o Campeonato Sul-Americano de Clubes de 1948, época em que o Vasco possuía o famoso "Expresso da Vitória". Barbosa jogou 494 partidas pelo Vasco, sofrendo 582 gols.

Ademir Menezes  
Um artilheiro nato, dono de um pique fulminante e de uma precisão imensa no chute. Esta pode ser a melhor definição de Ademir Marques de Menezes, uma lenda na história do Vasco. Membro, também, da Seleção vice-campeã mundial em 1950, Ademir conseguiu ter seu prestígio mantido, apesar da derrota. No futebol, ganhou o apelido de Queixada, por causa do tamanho de seu maxilar. Pelo Vasco, Ademir jogou 429 partidas, marcando 301 gols. Conquistou quatro títulos estaduais (1945, 49, 50 e 52) e um Campeonato Sul-Americano de Clubes, em 1948.

Danilo Alvim  
Seu estilo elegante e clássico de jogar futebol lhe renderam o apelido de "Príncipe Danilo". Danilo era jogador do América, quando foi atropelado e quebrou as pernas em 39 lugares. Voltou a jogar mas, como mancava, foi emprestado ao Vasco. Lá, consagrou-se como um dos maiores jogadores da história do Brasil, mesmo não sendo um artilheiro. Danilo também fez parte da Seleção vice-campeã mundial em 1950, tendo sido um dos jogadores que mais sentiu a derrota. Pelo Vasco, disputou 305 partidas, marcando 11 gols e conquistando quatro títulos estaduais (1947, 49, 50 e 52), além do Campeonato Sul-Americano de Clubes, em 1948.

Ipojucan Lins de Araújo  
Alagoano de nascimento, Ipojucan chegou cedo ao Rio de Janeiro, aonde cdomeçou logo a se destacar nas peladas de rua. Não demorou muito para ingressar no time do River e, logo em seguida, ser aceito no infantil do Vasco. Alto para jogador de futebol (1,90m), Ipojucan tinha como maior qualidade a precisão nos lançamentos e os dribles secos e eficientes. Ajudou o time a conquistar cinco títulos estaduais (1945, 47, 49, 50 e 52) e o Campeonato Sul-Americano de Clubes, em 1948. Pelo Vasco, fez uma dupla infernal com Ademir Marques de Menezes. Disputou 413 partidas e marcou 225 gols.