Igor Siqueira
29/11/2016
11:56
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente Michel Temer delegou o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, para coordenar as ações do governo federal junto à Chapecoense e a CBF, em decorrência da queda do avião que levava a delegação do clube catarinense à Colômbia para a disputa da final da Sul-Americana. Itamaraty e Ministério da Defesa são outros "braços" do governo na operação.

- Conversei com o Itamaraty, a Força Aérea, o prefeito de Chapecó. A FAB está mandando avião agora com dirigentes da Chapecoense, servidores do Ministério do Esporte. A Embaixada do Brasil na Colômbia já deslocou diplomatas de Bogotá para a região de Medellín. Tem um outro avião em Manaus esperando para fazer o traslado dos corpos - afirmou o ministro ao LANCE!.

Da parte específica da pasta que comanda, Picciani acrescentou que enviou assessores e também o ex-zagueiro Wilson Gottardo, que atua no Ministério, para ser o representante em solo colombiano.

O governo federal ainda tem informações pouco precisas sobre prazos para trazer os corpos para o Brasil.

- As buscas ainda estão em andamento na Colômbia, liberação dos corpos depende do IML. Isso tudo depende das autoridades colombianas. A FAB acha que isso não acontece antes de amanhã. Mas ainda não temos informação completa - disse Picciani.

O ministro esclareceu a informação envolvendo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o voo fretado do time.

- A aeronave era da Bolívia. Queriam fazer de Chapecó para a Colômbia. A Anac não permitiu por causa dos tratados internacionais de aviação. Só poderia fazer a linha Brasil x Colômbia com um avião originado de um dos dois países - comentou Picciani, que defende uma união pós-acidente em prol da Chapecoense:

- Acho que nesse momento deveria se dar atenção às famílias e aos sobreviventes. Passando o primeiro choque, todo mundo vai se unir e ajudar a Chapecoense.